Para os que moram no hemisfério sul do globo, o pior já passou com o fim do inverno e a chegada das temperaturas mais amenas. Já para os que como nós habitam o hemisfério norte do globo, a temporada de resfriados, gripes e agravamento de doenças pulmonares está só começando com a proximidade do inverno e consequente baixa nas temperaturas.
Até aí nada de novo, isso acontece todos os anos. Não fossem 3 pequenos detalhes combinados (no meu caso ao menos) : a circulação do virus da H1N1 (vulgo gripe suína) no mundo todo, o fato de eu estar grávida de 8 meses e de que vou parir na estação mais fria do ano (que tem lá suas vantagens do ponto de vista gestacional como a ausência total de inchaço e desconfortos relacionados a ele), e eu estaria agindo como sempre agi na minha vida, mesmo quando morava no Brasil.
Todos os anos tomava a vacina da gripe "normal" por assim dizer e seguia minha rotina sem nunca ter pego a gripe. Sempre acreditei que quando o assunto é saúde o resto todo perde importância. Os meus pais sempre me ensinaram que se tem uma área que não se deve menosprezar na vida é com médicos e cuidados com a nossa própria saúde, qualidade de vida e coisa e tal. Talvez seja por isso que acredito serem os enfermeiros, médicos e profissionais da área de saúde aqueles que exercem as funções mais nobres e dignas e, portanto, merecedoras do meu mais profundo respeito e consequente confiança.
Não me entendam mal, quando eu falo que valorizar a saúde e respeitar e confiar nas recomendações de profissionais para mim é como uma religião, entendam saúde como a "ausência" de doença, portanto não sou nem de longe uma maníaca por remédios e coisas do gênero, ao contrário!
Enfim, com todoo cenário da gripe H1N1 literalmente esquentando as baixas temperaturas por aqui eu coloquei como prioridade conversar com o meu obstetra à respeito. Não precisei. Dia 25 de outubro, mais ou menos quando o governo começou a vacinar os grupos de risco, recebi a ligação do consultório do meu obstetra orientando todas as grávidas com mais de 20 semanas de gestação (eu já estou na 33 semana) e que vão ganhar neném (como se diz na minha terra) no North York General Hospital a comparecerem no hospital no dia 30 de outubro para tomar a vacina contra a gripe. Não hesitei um segundo!
Que alívio! Afinal não é fácil passar uma gestação inteira com a preocupação de evitar pegar uma gripe que possa causar danos graves ao meu filho e a mim mesma. Nunca fui neurótica com estas coisas, sempre procurei agir da maneira mais racional possível mas confesso que estar grávida diante de algumas circunstâncias nos faz ficar mais medrosas. Daí o meu alívio em saber que tomaria a vacina.
Hoje, 17 dias depois de vacinada, imunizada (e alividada!), posso dizer que estou muito mais tranquila e que a vacina não causou efeito colateral nenhum nem em mim e nem no meu bebê que está ótimo e cresce a cada dia. Ponto para o hospital onde o Arthur vai nascer que, organizadamente, tomou esta iniciativa e tratou suas grávidas com respeito e carinho.








