Conta a saga do casal que ousou deixar o Brasil para viver no Canadá e experimenta em Toronto a inesquecível e transformadora experiência de ser imigrante.
2.9.08
Comilança da boa no Labour Day
21.8.08
Contra fatos não há argumentos
17.8.08
Terapia do Grito
8.8.08
Passeando pela "França"
Feriado que passou (1 a 4 de agosto) fomos passear na “França” – como carinhosamente chamamos a províncea de Quebec. Apesar de o marido já ter trabalhado por 2 meses em Montreal, enquanto ainda morávamos no Brasil, e eu mesma já ter passado por Montreal na volta de uma outra viagem que fizemos à “França” com nossos queridos vizinhos Rafael e Liliane, ainda não havíamos feito uma viagem exclusivamente para Montreal com objetivos meramente turísticos.
Às vésperas de completarmos dois anos por aqui, resolvemos que era hora de explorar Montreal como ela merece. E como merece! Tanto quanto à sua “ídala” Paris (a verdadeira) merece quantas idas você puder fazer na sua vida – eu graças à minha alma mochileira já tive o privilégio de fazer duas para a capital Francesa (a Européia). Sim , porque temos a capital francesa aqui no Canadá mesmo e lá passamos deliciosos 3 dias. Poucos para explorar tudo mas certamente suficientes para deixar com gosto de quero mais...
Além de bater ponto nos principais pontos turísticos como o Estádio Olímpico, a catedral de Notre Dame (os Quebequenses vão me desculpar mas para quem já entrou na original em Paris não faz o mesmo efeitoJ), o jardim botânico (para mim o ponto alto da visita! Quem ama natureza como eu precisa conhecer este lugar!), andar muito pela velha Montreal, à beira do cais e comer muuuuuito gostoso, ainda nos encontramos com um velho amigo do Maurício – O Walter é Canadense de Montreal e passou seis meses no Brasil trabalhando na Ericsson com o marido – e juntamente com sua esposa nos proporcionou deliciosos momentos, além de claro nos ter contado fatos que só um local poderia fazer tão bem. Ambos não se viam há sete anos! Foi uma delicia!
Mas o que eu mais gosto mesmo de ir para a “França” é que posso desenferrujar um pouquinho os meus 4 anos passados na Aliança Francesa da Alameda Tietê que tanto eu sinto saudades (assim que sobrar tempo$$ eu volto para o francês). Por enquanto vou brincando.
Estávamos na enorme fila para subir a torre do Estádio Olímpico quando atrás de nós um senhor nos aborda em Francês perguntando se o ingresso que ele tinha em mãos valeria para aquela atração. O marido já foi logo soltando o “Desolé, Je ne parle pas français” que eu ensinei para estas ocasiões…quando eu fui fazer graça e virei para o senhor e disse , olha moço eu falo um pouco e se o senhor falar devagar compreendo tudo, posso ajudar? Pronto…. Foi a senha!
Em meia hora de fila, eu já sabia a vida do senhor e ele a minha, começamos a falar de teatro, show em Quebec (tratava-se de um habitante de Quebec City que falava ZERO inglês) que eu já conhecia Quebec, bla, bla, bla…. Vez ou outra ele até soltava uma palavrinha em inglês querendo envolver o marido na conversa mas o negócio é que subimos a torre e chegamos lá em cima e eu soltei um "A tout a l´heure" porque o meu tico e teco já estava fundindo com o moço do estádio falando inglês comigo de um lado , o senhor francês do outro e o meu pobre cérebro entendendo tudo e dizendo por favor defina uma linguagem padrão!!!!! Ganhei o dia, fui dormir “me achando” porque um cidadão de Quebec havia dito que o meu francês era bom! Tá bom moço educado….Merci.
Ah, ainda conseguimos aproveitar o festival de música francesa que estava acontecendo por lá de graça! Tudo de bom o "Les Francofolie de Montreal".
31.7.08
Umberto Eco, DOS e MAC
A Alexandra reproduziu excelente texto de autoria do Umberto Eco que ironiza o mundo da informática e que um professor dela havia lhe enviado quando a mesma adquiriu seu primeiro Mac. Bem, como o texto é muito bom e, no início de 2008, quem adquiriu o primeiro Mac fui eu, então resolvi passar para o português (muita audácia minha traduzir um texto de Umberto Eco:) mas vá lá, perdão ao grande autor se a mesma não saiu ipses literes) e dividir com alguns leitores que não compreendem inglês e que também acompanham este blog.
“É fato. O mundo é dividido em usuários de Macintosh e usuários de computadores compatíveis com o sistema MS-DOS. Eu acredito piamente que o Macintosh é Católico e o DOS é Protestante. De fato, o Macintosh é contra-reformista e tem sido influenciado pelo “ratio studiorum*” dos Jesuítas (*Nota da Paula : o ratio studiorium é um tipo de plano de estudos que sistematizou a pedagogia dos Jesuítas. O método consistia na pré-leitura, leitura, exercícios e na repetição. Os Jesuítas descobriram como a memória potencializava o aprendizado de maneira eficiente. Tudo feito com muita disciplina.). É prazeroso, amigável, conciliatório; diz aos seguidores como eles devem agir passo a passo para alcançar – senão o reino dos céus – o momento em que o documento deles vai ser impresso. Catequiza: lida com a essência da revelação por meio de fórmulas simples e ícones bem elaborados. Todos têm direito à salvação.
O DOS é Protestante, ou até Calvinista. Permite livre interpretação da sagrada escritura, exige difíceis decisões pessoais, impõe sobre o usuário uma sutil hermenêutica, e assume sem questionamento a idéia de que nem todos conseguem atingir a salvação. Para fazer o sistema funcionar você precisa interpretar o programa por conta própria: Bem distante da comunidade barroca, o usuário experimenta forte intimidade com a solidão de seu próprio tormento interior.
Você pode até se opor a este argumento. Com a transição para o Windows, o universo DOS passou a se assemelhar mais com a tolerância contra-reformista do Macintosh. É verdade: o Windows representa uma dissidência do estilo Anglicano, suntuosas cerimônias na catedral, mas há sempre a possibilidade de um retorno ao DOS mudar as coisas de acordo com estranhas decisões: em se tratando disso, você pode decidir canonizar mulheres e homossexuais se assim o desejar.
Naturalmente, nem o Catolicismo nem o Protestantismo têm qualquer relação com as escolhas culturais e religiosas de seus usuários. Questiona-se talvez se, com o passar do tempo, o uso de um sistema em detrimento do outro acarrete em profundas mudanças interiores. Você pode usar DOS e apoiar Vande? E mais: Celine teria escrito usando Word, WordPerfect, ou Wordstar? Descartes programou usando a linguagem Pascal?
E código de máquina, que está por trás de tudo e decide o destino de ambos os sistemas (ou ambientes, se você preferir)? Ah, isso pertence ao Antigo Testamento, e é Talmúdico* (*nota da Paula: o Talmud é o texto básico da lei Judaíca) e cabalístico."
25.7.08
Conservadores X Liberais e a imigração
24.7.08
Master Series - Etapa Toronto
17.7.08
Seminário sobre comunidades brasileiras no exterior
15.7.08
Os desafios da política de imigração do Canadá
"Por que nós ainda precisamos trazer mais imigrantes com mão de obra qualificada (leia-se bachareis, doutores e coisa e tal) quando nós já temos milhares que ainda não conseguiram emprego em suas áreas de atuação?"
"Nós conseguiremos alcançar os objetivos decorrentes das mudanças recentes ou continuaremos a oferecer total incompatibilidade e trabalhos que oferecem salários baixos aos altamente qualificados e bem educados (leia-se diplomados) imigrantes?"
"Podemos coordenar as políticas que fazemos com o que resulta delas, ou nós simplesmente não nos importamos com seus resultados - o que parece ser o caso dada a atual condição sócio-econômica dos imigrantes qualificados que chegaram nos últimos cinco anos?"
Vocês acabam de ler 4 indagações do paquistanês Mehdi Rizvi, químico que chegou no Canadá em 1999, publicadas pelo Toronto Star de hoje. Vivenciando esta realidade bem de perto há quase dois anos, eu tenho certeza que ele não é o único que está se perguntando isso tudo. O problema é o lado da "corda" que está indagando. Estariam aqueles que fazem as políticas fechados em seus escritórios apenas considerando números que entram e que saem ou estariam eles nas ruas, nos cursos e na vida presenciando a realidade para chegar a uma conclusão mais de acordo com a realidade?
Eu mesma, honestamente tenho me feito muitas destas perguntas ao observar a total desconexão entre a política de imigração e o quão despreparados estão os empregadores Canadenses para tamanha inserção.
E como bem finaliza o artigo: "Canadá precisa focar em suas necessidades de mercado, na mão de obra qualificada - ou não - que já possui em suas terras e na revisão do sistema de pontuação com o objetivo de criar um sistema de imigração baseado em demanda. Isso só será conseguido quando houver uma cooperação mais próxima entre pesquisadores, aqueles que fazem as políticas, empregadores e membros da comunidade de imigrantes"
E eu completo... a sensação que dá é que cada um destes grupos está olhando apenas para seus próprios interesses sem levar em consideração o bem estar sócio-econômico que, a longo prazo, pode não dar exatamente no que se julga ser o mais saudável para a economia do País.
14.7.08
Orgulho de ser brasileiro
5.7.08
Toronto - a faca de dois legumes
25.6.08
Sick People!
18.6.08
Contagem Regressiva
13.6.08
Woodstock para crianças!
12.6.08
BLACK WATCH - Imperdível!
Black Watch arrasou – no melhor sentido da palavra – platéias inteiras no Festival de 2006 em Edimburgo e arrancou elogios da crítica e do público que lotou os teatros por lá. Agora, a tão comentada produção no circuito internacional de teatro chega à Toronto para a estréia Canadense como parte do Luminato (festival este para o qual eu tive o privilégio de voluntariar e a felicidade de, em troca, poder ver de graça espetáculos tão sensacionais como Black Watch).
Baseada em recentes entrevistas feitas com ex-soldados que serviram no Iraque, a peça conta a história do legendário Black Watch, Regimento Escocês de 300 anos de idade cujo rompimento foi anunciado em 2004 pouco antes de seu batalhão de 800 homens substituir 4.000 cadetes da marinha Norte-Americana em uma das áreas mais sangrentas de conflito no Iraque.
Dramatizado por recentes acontecimentos, Black Watch revela a dura realidade da “Guerra no terror” e o que significa fazer a viagem de volta para casa. A produção de John Tiffany faz o uso poderoso e criativo do movimento e da música. O resultado é um espetáculo VISCERAL, COMPLEXO E DINÂMICO.
Se você está em Toronto e gosta de grandes produções com temas de Guerra, não deixe de conferir este impactante espetáculo que ainda pode ser visto no Luminato. Há tempos que um espetáculo não me impactava tanto me fazendo sair do teatro de queixo caído e praticamente sem reação. Apenas minutos depois consegui expressar o que senti durante as quase duas horas de apresentação impecável da Cia de Teatro Escocêsa!
O espetáculo contém linguagem inadequada para menores (mamães e papais que me lêem, no próximo post vou falar de outro evento para o qual voluntariei sensacional para crianças), é bem barulhento (vai ser o mais próximo que você vai chegar de um campo de batalha na sua vida – acredite!) e tem também o sotaque “fofo” Escocês mas bem arrastado que em alguns momentos nos impede de entender algumas piadas (sim, há um humor muito bem feito mesmo em se tratando de um assunto tão trágico) mas nada que comprometa o seu entendimento geral da peça. Mesmo assim eu recomendo muito!!!
A peça está sendo exibida no Varsety Arena na Bloor Street West e a maneira mais fácil de chegar lá é de metrô, você só precisa descer na estação St. George e dá de cara com a entrada do Varsety Arena. Chegue com 15 minutos de antecedência pois se você atrasar não há cristo que vai fazer você entrar para não atrapalhar um trabalho tão bem cuidado. Nada mais justo!
10.6.08
Nomes esdrúxulos
4.6.08
A Polêmica do IELTS
3.6.08
Humor inteligente
28.5.08
Software para voluntariar
Um ano se passou e estamos às portas da segunda edição do Luminato e eu feliz da vida porque serei uma dos muitos voluntários que fazem do evento a gandeza que ele é! Para tanto, fui à uma famosa "info session" em dezembro do ano passado e fui cadastrada no banco de dados deles, em janeiro deste ano fui para um tipo de entrevista e entrega de currículo e tive a notícia de que fui selecionada para ter o privilégio, juntamente com os voluntarios de 2007 (sim, isso vicia e o povo volta rsrs), a escolher as performances e as atividades para as quais vou voluntariar.
Eu sei, escrevi dois parágrafos e você está se perguntando onde entra o Software neste "causo"? Justamente, como diria Juvenal Antena (sim, é possível ler Machado de Assis, gostar de artes e ser doida por novelas!), esta semana quando fui para um dos treinamentos oferecidos para os voluntários e eis que fui introduzida ao software que algumas organizações nos EUA e no Canadá usam para organizar os shifts (vulgo turnos) e as horas doadas para cada atividade de seus voluntários. Tudo fica hospedado na myvolunteerpage.com
Nesta página está o meu perfil e quantas horas eu dôo para cada organização que quero voluntariar, assim como a minha agenda de turnos com datas, horários e eventos para os quais vou voluntariar. É incrível a facilidade e organização do sistema pois se você vai voluntariar para um grande evento de duas semanas e com tantas atividades como o Luminato, facilita a sua vida demais! Bem, até agora me cadastrei para 3 turnos (Black Watch, Where the Blood Mixes e Dan Zanes and Friends) me interessam muito não somente porque adoro teatro e crianças mas também porque são atividades totalmente relacionadas ao meu perfil e que podem, de quebra, acrescentar sempre no meu currículo Canadense.
Ah, e de quebra, com o meu crachá de voluntária eu vou poder assistir de graça várias peças de teatro e musicais que custarão em torno de $50 para o público.
Fica aí a dica - para voluntariar para os grandes eventos daqui de Toronto fique de olho uns seis meses antes pois a concorrência é grande e a organização impecável!
7.5.08
Não tem preço...
Comer bolinho de chuva preparado por quem mais entende – a minha avó Luiza,
Tomar Bohemia “estupidamente” gelada em um clima “estupidamente” quente,
Pisar a areia da praia, sentir o cheiro do mar, comer porção de porquinho junto de grandes amigas (Lê e Cris vocês são demais!),
Rever os grandes amigos e constatar que todos seguem suas vidas em um fluxo perfeito e natural,
Ir ao teatro com alguém muito querido (Lé, é nóis), rir muito e ainda “emendar” em um restaurante Japonês e sair rolando de tanto comer,
Assistir à novela das seis e comentar os detalhes com minha mamãe querida,
Pular feito uma adolescente na cama elástica montada no quintal da afilhada para o seu aniversário e ficar toda dolorida por 4 dias (Rafa, a madrinha te adora!),
Ir à seção vespertina de cinema acompanhada da afilhada, a prima e a mãe, comer pipoca e bater perna com as minhas queridas (Clau, Rafa e Lizete),
Assistir à final do campeonato paulista e ver o Palmeiras campeão rodeada dos meus queridos tios e primos no quintal da vó Olga (Clau, valeu a camisa do Palmeiras que você me deu. Amei!),
Ajudar a cunhada a preparar um jantar mais do que especial na casa do meu querido irmão,
Ofertar apoio àqueles que mais precisam em um momento nem tão feliz assim (vai em paz tio Hélio) mas que nos faz exercer a compaixão em sua plenitude,
Almoçar todo dia com o meu pai e, nas nossas conversas, tentar debater e resolver toda a problemática do mundo e da humanidade,
Ouvir o canto da passarada em um final de tarde sem nenhum compromisso,
Fazer tudo isso, lavar a alma e começar a contar os poucos dias que faltam para voltar para a minha casa, minhas coisinhas e o mais importante para o meu querido marido! Não tem preço...
22.4.08
E a terra tremeu...
O forte som do chão vibrando, a mesa do computador balançando, o microfone, por meio do qual eu acabara de falar com o marido, tremendo e o canto da parede vibrando deram a tônica daquele instante. Parei tudo que eu estava fazendo para acompanhar o "fenômeno". Passados alguns segundos pensei comigo mesma - "será que alguma coisa que comi me fez mal? Estou surtando? Labirintite?" até porque não havia mais ninguém alí comigo.
Subi até o quarto da minha mãe (no andar de cima)que assistia à novela e me calei, na esperança de que ela comentasse algo. Ela não disse nada, então pensei - estou surtando mesmo, é grave! No minuto seguinte, no intervalo da novela, a chamada do Jornal da Globo anuncia que às 21 horas daquela noite de 22 de abril um tremor de terra de 5,2 graus na escala Richter foi registrado a 270 km da cidade de SP.
Ah tá! Ufa, que alívio, antes mesmo de ouvir a notícia já estava pensando em marcar uma consulta com o neurologista quando o meu irmão liga dizendo que a cama dele tremeu e se havíamos sentido, a minha mãe que não sentiu (ela estava no andar de cima e do lado oposto da casa) foi logo dizendo que não mas aí eu relatei que sim o chão tremeu aqui também. Bem, ao menos não estou ficando louca, ainda.
14.4.08
Almas que não se separam...
19.3.08
Reencontrando Bruce
17.3.08
Vamos ao teatro - para rir muito!
13.3.08
E não é que o Papa é Pop mesmo!
Não aquele papa da velha conhecida música que o Humberto Gessinger tanto cantou nos idos da década de 80 durante a adolescência de qualquer um com mais de 30. Aqui o papa é outro, mais íntimo das meninas por assim dizer, mas tão pop quanto. Isso, aquele mesmo - o papanicolau – que aliás deve morar no inconsciente masculino pois já foi cantado também pelos Titãs na mesma década que embalou a minha adolescência. Quem aí não embalou a “ginecológica” canção Clitóris? (ops, meninos, este post hoje está um tanto quanto feminino!)
Agora voltando a conversinha com as meninas sobre o pop papa, ou melhor o - papanicolau. Esta semana fui, pela primeira vez desde que cheguei aqui, visitar o “dotô” justamente para fazer o famoso e tão importante check up anual ginecológico que inclui o valiosíssimo – e pop – papa. Devo dizer que foi, no mínimo curioso. Tudo certinho e nada de novo pois afinal tratava-se do velho conhecido de toda mulher que preze a sua saúde e tão famoso papa (bendita hora que a medicina resolveu usar como base o latim para todos os seus termos médicos! E não é que o papa chama-se papa por aqui também? Não disse que o papa continua sendo pop?).
Muito já se discutiu sobre médicos no Brasil e médicos por aqui, por isso não estou nem um pouco a fim de cometer a injustiça de comparar o sistema de saúde privado - digno de primeirio mundo que nós enquanto uma elite tínhamos o privilégio de ter acesso no Brasil - com o sistema público de saúde daqui. A blogueira que melhor dissertou sobre o tema, na minha opinião, foi a Alexandra e se você lê em inglês, sugiro o texto que é, na verdade, a minha opinião sobre o assunto.
Mas voltando à celebridade Papanicolau, confesso que eu estava me sentindo incomodada de ainda não ter ido ao médico por aqui (mesmo que fosse para um check up) ainda e , principalmente, de ter que deixar de lado uma relação de mais de 8 anos com o meu ginecologista lá do Brasil (o Dr. Marcio Jordão é um dos melhores profissionais que eu conheci e quando fui me despedir dele até brinquei que os profissionais que eu mais sentiria falta no Canadá seriam ele, a minha manicure e a minha faxineira! Devo confessar que hoje isso se confirmou verdadeiro rsr).
Entretanto, aqui foi a terra que eu escolhi para viver, moro aqui e fiz esta escolha. Quando fazemos escolhas, fazemos trocas e devemos nos adaptar a elas.
Ao sair da clínica não pude deixar de observar o grande aviso que dizia “Não aceitamos mais pacientes que não falem INGLÊS!” . Pensei comigo, este país é uma loucura mesmo. Um médico Canadense, formado na Universidade de Ottawa, no exercício de sua função, em seu país onde o idioma oficial é o inglês (no caso da províncea de Ontario), precisar colocar este tipo de anuncio!
No mínimo curioso e retrato de um país formado por imigrantes. Agora se você é mulher, brasileira, e chegou aqui com o inglês fluente não se preocupe que a consulta segue bem feitinha, direto ao ponto, o médico é bom, “limpinho”, você apresenta o seu OHIP (o cartão de saúde pública Canadense) entra, faz o que tem que ser feito e sai sem gastar um tostão (claro que pagamos nos impostos).
Devo confessar que nesta hora me senti cidadã de verdade e feliz em saber que o papa continua pop!
7.3.08
Colunista do Brasil News
O primeiro artigo traz a primeira parte das dicas econômicas do roteiro da região de Muskoka onde estive no último feriado de fevereiro. Espero que os leitores do Brasil News e do Era gostem e tirem bom proveito de todas as dicas!
Boa leitura e bom fim de semana à todos!
4.3.08
Chamem os Paramédicos
Queimadura, afogamento, crise de asma, choque anafilático, sangramento de nariz, fratura, hipotermia, angina, ataque do coração, epilepsia, diabetes, pressão alta... e o pulso ainda pulsa! Calma gente, não estou “compondo” a versão 2008 de O Pulso cantada na voz do eterno poeta Arnaldo Antunes não!
Simulação de cenários de emergência, “bonecos” adultos para ressuscitar, “bonecos” bebês que acabaram de se afogar e estão ficando sem respiração para ressuscitar, curativos para fazer e ataduras foram apenas um dos muitos exercícios práticos deste EXCELENTE curso que eu fiz e recomendo à todos. O que, à princípio soa como algo banal, na realidade acaba sendo um ato de amor pois 80% dos casos em que você vai aplicar as técnicas de primeiros socorros será com familiares e amigos, 15% em colegas de trabalho e 5% em estranhos na rua. Sim, aqueles que você mais ama serão os maiores beneficiados do seu conhecimento.
Na realidade, eu sempre achei que este é o tipo de conhecimento que todos deveríamos ter. Claro que, em uma situação real, nem todos nós estaremos aptos a de fato agir na real velocidade e ao mesmo tempo com a frieza que a emergência exige. Entretanto, se todos tivessem ao menos o conhecimento vocês concordam que aumentaria o número de pessoas que sequer sabem que poderiam agir e acabariam, em momentos decisivos, se tornando a diferença entre a vida e a morte para outra pessoa?
Sempre achei isso e - ironia do destino – só estou hoje aqui contando tudo para vocês neste blog porque um anjo (né Vitor? Querido, este post é em sua homenagem. Acho que estarei velhinha gagá e ainda me lembrando de como você salvou a minha vida) estava na hora certa, no lugar certo, tomou o controle da situação e- mais importante – sabia o que fazer corretamente, enquanto eu seriamente me afogava com um "estúpido" pedacinho de carne do estrogonofe (passei mais de um ano sem conseguir comer estrogonofe novamente).
Vitor, após terminar este curso eu aprendi que o tipo de afogamento que eu sofri foi o mais severo e não tivesse você literalmente iniciado os procedimentos de primeiros socorros, em no máximo 4 minutos, eu entraria em estado de choque e até chegar à um hospital era morte cerebral na certa. Claro que não pude deixar de lembrar de você o tempo todo quando fazia os exercícios (aqueles mesmos que você utilizou em mim) nos manequins adultos e bebês. Só para constar, o Vitor é o namorado gracinha da minha prima que estava em um almoço familiar - ou seja - o meu caso caiu nos 80%
Voltando ao curso, até o desfibrilador (que aqui em Toronto fica nas caixas brancas em eventos e locais com acesso ao público) eu aprendi a acionar em caso de emergência. Se bem que um FIRST AIDER (é isso que eu sou agora) aqui em Toronto nem sempre precisa chegar aos finalmentes dos primeiros scorros dependendo do caso, pois o tempo de resposta dos PARAMEDICS (você que está vindo para Toronto e tem habilidades nesta área, taí uma excelente dica de profissão por aqui muito valorizada e bem paga) é o mais rápido da América do Norte – em 8 minutos eles estão em cena.
Quer entender a importância do FIRST AIDER (que pode ser você) ? Em caso de choque (falta de oxigênio no cérebro por conta de uma batida, ataque, afogamento, etc) 4 minutos é o tempo máximo que alguém sobrevive e os PARAMEDICS chegam em cena em 8 minutos (expecional tempo considerando uma cidade grande como Toronto.) . Agora faça a matemática. Muitas vidas são salvas e o trabalho mais profissional dos paramédicos só pode ser realizado com sucesso porque antes um FIRST AIDER agiu corretamente na cena do acidente.
E aí ? Pronto para obter ao menos o conhecimento e ajudar a aumentar a amostra daqueles que vão conseguir de fato agir em uma emergência? Como diz a abertura do livro teórico do curso – “Melhor saber primeiros socorros e nunca precisar utilizar ao invés de precisar e não saber”.
Eu recomendo muito o curso, além do que você também vai perceber como há muita desinformação e mitos em torno dos primeiros socorros e que muitos deles são universais do tipo : pasta de dente em queimadura (ARGH@) , manteiga e por aí vai... E você, conhece algum absurdo da sabedoria popular quando alguma coisa sai errado?
27.2.08
NBA - onde a emoção acontece!
Não pude acreditar quando cheguei bem pertinho dos meus ídolos – os jogadores do Toronto Raptors – e assisti pela primeira vez ao jogo da NBA ao vivo!! Eu não pude me conter! Ainda bem que o marido já me conhece muito e está acostumado com tanta empolgação quando eu chego perto dos meus ídolos. Principalmente quando o assunto é esporte.
Eu “babo” mesmo em atletas profissionais independente do esporte, acho a profissão mais linda do mundo você poder se dar ao luxo de ser o melhor no que você faz, se divertir, amar o esporte, ser pago para isso e ainda por cima o seu “trabalho” fazer bem para a sua saúde! Não, tudo de bom!
Aprendi com o meu querido pai, desde pequena, a acompanhar esportes em geral e a apreciar a luta e o empenho dos atletas por um único objetivo: se aperfeiçoar sempre! E nunca mais perdi este saudável hábito de praticar (quando posso e os esportes que me são possíveis praticar rsr) e vibrar com os atletas. A minha paixão pela bola cor de laranja e as duas tabelas também vem de longe.
Na escola (da quinta à oitava série) joguei muito basquete (antes que alguém me pergunte eu sempre fui armadora – aquele jogador mais baixo do time inteiro sabe?) e participei de vários campeonatos regionais. Tudo escolar, nada profissional mas muito gostoso. Depois, na adolescência fui treinar basquete em Sorocaba na escolinha da Minercal – ex time da ex jogadora e craque excepcional de basquete Hortência.
Tudo isso para dizer que acompanhar basquete para mim não é novidade. O marido, que não acompanhava no Brasil, foi contagiado pela minha paixão pois morando em Toronto e tendo um time local que – pela segunda temporada consecutiva - vai muito bem na NBA, fica muito fácil se apaixonar pela liga mais famosa de basquete no mundo todo. Como diz o slogan da própria NBA que é tema da campanha de TV deles que possui inúmeras versões e eu amo todas – "NBA: Where Amazing Happens” (algo como NBA - onde o sensacional/espetacular acontece).
Enfim, acompanhar um jogo destes de pertinho foi emoção pura e após 3 meses de espera (este é o tempo de antecedência em média que você precisa comprar o ingresso na temporada se quiser assistir a algum jogo pois é uma loucura, todos os jogos são lotados. Há torcedor (mais abastado é claro) que compra o pacote para assistir a todos os jogos. Para mim, que já realizei um grande sonho de assistir a um jogo ao vivo, agora sigo a temporada vendo os outros pela NBA-Raptors TV (sim, aqui só passa NBA e nós incluímos este canal no pacote de casa) e acompanhando o Raptors chegarem aos play offs.
Go Raptors Go!
22.2.08
Radicalizando o feriado da Família
Desde que chegamos, em setembro de 2006, venho dizendo que o dia que fosse estrear em uma estação de esqui começaria logo pelo snowboard. Coisa de infância, a moleca que nunca deixa de existir dentro de mim. Desde criança sempre quis ser skatista, surfista, estes “istas” que tem uma prancha nos pés e saem voando por aí. Claro que nunca fui nada disso pois sempre ouvia “isso é coisa de menino”, "é perigoso” para o skate, já o surf foi falta de ter morado em cidade litorânea mesmo. Então, o negócio foi ficar vendo pela TV todos os X Games da vida e “babar” no povo voando baixo com suas pranchas.
Pois bem, o tempo passou, já não tenho mais 15 anos e justamente por isso jamais sairei voando como aqueles que sempre praticaram desde pequenos. Entretanto, como nunca é tarde para ao menos sentir o gostinho das coisas nesta vida e dar os primeiros passos, lá fui eu realizar um sonho – me introduzir no mundo dos “istas”, no caso snowboardistas. Dois joelhos roxos, o corpo todo dolorido e muitos (mas muitos mesmo!) tombos depois, estou feliz da vida e posso dizer que o meu esporte preferido na neve é o snowboard. Claro que tive apenas uma aula introdutória - para iniciantes com duas horas de duração - e que ainda tenho muuuuito o que praticar e cair para começar a curtir de verdade o esporte, mas para quem esperou tantos anos por isso, aquelas duas horas ladeira abaixo pareciam um sonho! Isso mesmo ladeira abaixo.
Quando me matriculei no pacote de iniciantes pensei , vamos ficar treinando aqui embaixo na pista dos iniciantes (a mais baixinha) não é mesmo? Ledo engano, ficamos 10 minutos embaixo só para conhecer melhor o novo brinquedinho e aprendar a se locomover sem tirar aquilo dos pés. Eis que a dedicada instrutora – que fazia tudo parecer tão fácil mas é claro que não é! – vira com a cara mais lavada e diz “Agora vamos aprender a subir e descer do lift (as cadeirinhas que nos levam para o topo da montanha).
Até aí pensei, vamos apenas treinar isso. Eis que me dou conta que realmente escolhi o esporte mais radical da neve como lembrou a professora logo na introdução e por qual motivo ficaria o esporte mais radical no baixinho mesmo que fosse na primeira aula? Subir na cadeirinha foi tranquilo e o negócio não parava mais de subir e eu não parava de brincar com a professora “mas você tem certeza de que eu não entrei na aula errada? Estaria eu mesma na aula de iniciantes?” O que mais me preocupava naquele caminho todo era que tudo que sobe tem que descer não é mesmo? Bem, mas eu estava curtindo tanto aquilo tudo que nem me dei conta que teria que descer aquilo tudo com a prancha nos pés, ou seja, sinônimo de muitos capotes e o primeiro foi o mais espetacular de todos, logo ao descer da cadeirinha com a prancha nos pés e o chão rodando .. Claro !
A experiente professora já ia logo nos avisando (estávamos em 5 iniciantes na cadeira) que não havia problema se caíssemos e que era só não levantar a cabeça (pois as cadeirinhas continuariam passando por cima ) e ela logo pederia para reduzir a velocidade e coisa tal.. Seria ela uma vidente antecipando tudo?
Lá fui eu para o chão, levantei-me e o que vejo? Uma longa e alta ladeira aos meus pés... Pois sim, todas as duas horas de aula “iniciante” foram divididas em descer tudo aquilo, o que no caso de iniciantes significa cair e levantar tudo aquilo. A “profe” dividiu a montanha em 4 trechos onde treinamos fundamentos básicos como: uma vez no chão girar o corpo para mudar a direção, levantar sem tirar aquilo dos pés (Senhor Jesus, aja fôlego e força nos braços), virar aplicando pressão na perna para o lado que se quer ir (fácil apenas na teoria), descer de costas (sim, e por incrível que pareça foi a maneira que eu me senti mais confortável e consegui deslizar por mais tempo em cima da prancha sem cair), de frente (aí já complica um pouco mais ), de lado, brecar (báasico) .. enfim .. de tudo quanto foi jeito!
E tudo com o maior profissionalismo, a profe mostrava e nos acompanhava de perto, afinal o grupo era de apenas 5 pessoas e, em muitos momentos, a Brasileira mais atrasadinha (sim porque uma coisa é iniciante Brasileira que passou dos 30 e outra totalmente diferente é iniciante Canadense de 15 anos) ficou com uma profe particular que até me puxar pelas mãos me puxou quando fosse preciso para me dar o primeiro “embalo”.
Ao chegar no final de todo o trajeto parecia que havia passado um trator por cima de mim de tão cansada , dolorida mas muito feliz e realizada que eu estava. Por este inverno já foi a minha cota, até porque estes esportes não saem nada baratinho e o inverno está acabando. E por falar em preço, esta foi outra maravilha de eu ter ido fazer a minha estréia na segunda feira do Family day (o feriado). O marido esquiou , eu “snowbordei” com direito à aula e tudo durante todo o dia pela impressionante quantia de $50!!!
Sim, quando pagamos logo na entrada e a moça entregou a fatura do cartão, o Mauricio ficou sem ação, paralizou. E eu logo fui dizendo "mas moça há algo errado" (claro, pois o preço para os dois seria $100 no mínimo, só o pacote do Snowboard era $60) e ela com a maior naturalidade dizia "não o senhor só precisa assinar" e eu "mas como assim, está faltando o outro pacote". E ela “ é porque hoje é Family Day!” . Bendito dia da Família pensamos nós e fomos felizes da vida esquiar e “snowbordar”.
Taí a dica, no Family Day do ano que vem no - Snow Valley Ski Station em Barrie - dois pagam o preço de um! E assim fechamos o feriado radical felizes da vida, sim porque a parada na estação de esqui foi apenas o último dia do nosso feriado que começou com as trilhas básicas na neve pelas maravilhosas paisagens de neve do Algonquin Park (vejam alguns lances nas fotos abaixo). Os nossos companheiros de aventura da Keep Going – que já estiveram no parque no outono – garantem que a paisagem é tão bela quanto e eu não dúvido!
Aquilo é parque para visitar em todas as estações do ano e vivenciar paisagens completamente diferentes. Aliás, isso é o que eu mais amo de morar acima da linha do Equador. E esta foi mais uma sensacional e divertida aventura “low budget” realizada pela Keep Going! Até o esqui (atividade definitivamente nada de baixo custo) e que não estava no programa de sair baratinho acabou saindo! E que venha a temporada de inverno de 2009 e outro family day para esquiar pela metade do preço!
10.2.08
515 dias sem ele...
Tem o macio, o não tão comfortável assim, o de couro, de microfibra, preto, vermelho, marrom e por aí vai. Tem para todos os gostos e bolsos, os tamanhos e formatos variam mas ele está sempre lá, presente em todos os lares independente de classe social, raça e credo. Não conhece fronteiras, tem no Japão, no Brasil, na China e no Tibet.
Mas espera aí! Estou falando mesmo dele? O sofá? Sim, aquela mobília integrante da sala que eu quase que me esqueci como era bom me elevar alguns centrímetros do solo e comfortavelmente me acomodar nele! Ah claro! Eis que 515 depois, dois colchões de ar furados e muita almofada jogada no chão, ele voltou para as nossas vidas!
Bem, a vantagem de tamanha espera é que eu caprichei no meu sofá agora que pude eu mesma - com o suor do meu trabalho - terminar finalmente de mobiliar o apartamento que começamos a montar há um ano, ufa! A sensação que tive ao sentar em frente à TV novamente em um sofá foi a de ser uma total alienígena experimentando novos hábitos em um planeta diferente!
É, imigrar faz isso conosco, é um exercício diário de desapego aos bens materiais até que você tenha novamente condições de acesso à coisas tão básicas, simples e aconchegantes novamente como ele – o ilustre Sofá!
31.1.08
Padrão Globo de Qualidade!
Foi uma sensação muito boa e estranha ao mesmo tempo quando sintonizei o canal pela primeira vez. Quando imigramos, tiramos literalmente debaixo de nossos pés todo um mundo de referências e com ele a sensação de raiz. Depois de quase um ano e meio sem ver nada da TV Brasileira, estava lá eu – no que eu sempre considerei uma das melhores terapias de final de dia - dizendo como nos “velhos tempos” que estava na hora da minha novela. Eita sensação boa aquela depois de tanta instabilidade, mudança, pressão, preocupações e todo o repertório incluído no pacote "imigrante"!
Além de voltar a ver bons atores, autores e produtores em ação no que vem a ser a melhor teledramaturgia do mundo, de vez em quando mato a vontade de assistir a um dos melhores padrões de jornalismo do mundo. Não aguentava mais ver repórter fantasiado para cobrir matérias “temáticas”, moça do tempo que grava passagem usando óculos escuros, improvisa demais, cabelo que cai na cara, e por aí vai, padrão de qualidade zero.
Aí vocês vão dizer, mas Paula há a rede Canadense CBC, a Britânica BBC e a Norte-Americana CNN que fazem um bom jornalismo. Ok, vá lá, mas mesmo estas mais “sérias” não apresentam as matérias com a mesma qualidade e o próprio enfoque que dão não é o mesmo (estou falando das matérias de mundo passíveis de comparação). Ok, a minha eterna alma de jornalista e o fato de ter convivido a vida inteira com a imprensa Brasileira e gostar muito de comparar técnicas de reportagem fazem com que eu seja um pouco mais “cri-cri” com isso.
Independente de qualquer coisa, o fato é que agora vou poder saciar a minha vontade de novelinha para desestressar do dia a dia (Desejo Proibido é deliciosa e logo se vê a marca do bom humoer e qualidade de roteiro do Walter Negrão), ouvir o Boa noite do William Bonner quando quiser e de quebra não me sentir um “Alien” total quando for visitar o Brasil!
Agora já viu a briga que vai ser aqui em casa para ficar em frente à TV no horário nobre! Já tive até que jurar que, em dia de jogo do Raptors pela NBA, não assisto a novela. Ah marido, esta foi fácil, o Toronto Raptors se tornou a minha paixão Canadense desde que eu desisti de tentar gostar de Hoquei por não conseguir enxergar nada de esportivo no “teatrinho” de brigas em torno do esporte Canadense. Agora deixa eu ir que está na hora da minha novela!
25.1.08
Com a casa de pernas para o ar
Resultado, a mudança vai acontecer na terça que vem. Eu mal consigo achar o chão do apartamento de tanta caixa espalhada pelo meio do caminho e vamos em frente que atrás vem gente.
Inté...
6.1.08
A segunda virada de ano no Canadá
Se depender da maneira como entramos 2008, tenho certeza que cada um de nós terá muito o que celebrar até a próxima virada!
Obrigada queridos! Já dizia uma outra grande e muito especial amiga: "Quem tem amigo não morre pagão!" (Caldeirinha, esta foi uma homenagem à você, saudades!)