30.1.13

Feliz 2013

Eu sei, eu sei. Estamos finalizando o primeiro mês do ano e eu aqui desejando um feliz 2013 para aqueles que ainda me seguem mesmo tendo percebido que a frequência com a qual escrevo não é a mesma com a qual eu gostaria de conseguir escrever. Entretanto, cá estou. E, de qualquer forma, ao menos para mim, hoje é sim o primeiro dia útil do ano de 2013 uma vez que viajei de férias antes do natal, portanto ainda em 2012, e só voltei agora. Sim, sim, eu mereço. Trabalhei duro para isso.

Inicio hoje mais um ano no Canadá. O sétimo. Mais um ano tentando, suando, trabalhando e criando. Longe é verdade. Longe de pessoas muito amadas e queridas. Longe do que chamamos conforto. Aquela, a zona de conforto.

E seguimos ainda ou sempre. Não sei ao certo. Aliás, muito comum não saber nada quando se começa mais um ano de imigrante vindo de férias passadas no país de origem. Sempre digo que não se deve planejar nem muito menos tomar nenhuma decisão nos dias que sucedem sua volta das férias no Brasil. Nos dias em que predomina o que chamo de ressaca de férias.

Sinto isso há seis anos. Sempre senti. Uns anos mais intenso outros nem tanto mas sempre senti essa confusão de sentimentos, pensamentos e falta de clareza. E me pergunto se trata-se de algo intrínseco, inexorável mesmo à alma do imigrante. Aliás, aqueles bravos que estão longe de tudo há mais tempo que eu (de sete anos para frente) poderiam me dizer se um dia deixam de sofrer de ressaca das férias. Alguém?

Uma pista eu tenho. O ir e vir com filho pequeno tornou tudo mais intenso. O amor, que antes existia mas mais moderado e seguindo mais à risca as normas de conduta social, hoje jorra, quase sangra de tão forte e lindo! Sinto à flor da pele, cada vez que volto do Brasil com meu pequeno (que hoje tem 3 anos e acaba de entender o significado das palavras saudades e distância), o real significado do dito popular : "quem beija meu filho minha boca adoça" (ou algo próximo disso). Não sei ao certo.

O fato é que, independente de o impacto ser muito maior quando na equação da ressaca de férias há um filho pequeno, a existência da mesma (a ressaca que, ao menos para mim, não dura mais do que uma semana) não significa que a balança vai pender mais para um lado do que outro (digo mais para continuar vivendo no Canadá ou voltar para o Brasil). Ao contrário. O mesmo fator (filho pequeno e o amor que jorra de familiares, principalmente avós e tios) que faz você chegar a cogitar a possibilidade, mínima que seja, de voltar; paradoxalmente faz com que você tenha ainda mais vontade e força para ficar.

Resumo: Filho, obrigada por você existir. Família, eu amo vocês onde quer que eu esteja.

Feliz 2013 !


9.11.12

35 dias

35 dias. Nem mais, nem menos. Falta muito pouco para que meus cansados pés se voltem para cima e não mais trabalhem duro como de costume. Trabalhar enobrece o homem já dizia o sábio. Descansar, no entanto, motiva a prosseguir. E é isso que farei em 35 dias. Descansarei.

Em seis anos de exílio, posso afirmar com categoria que não mais tenho saudades do que passara e não é mais. Posso dizer, com firmeza de propósito, que meus pés (aqueles cansados e que se voltarão para cima) estão bem certos de sua trilha nesse país que escolhi para chamar de minha terra, meu lugar: o Canadá.

Entretanto, há outra terra, outro lugar. E para lá gosto de voltar sempre para descansar, recarregar, me confortar. E esse lugar chama-se Brasil. Lá estão familiares queridos e amigos que jamais sairão de minha mente e coração. Curioso sentir que a cada vez que volto parece que nunca deixei aquelas pessoas. E nunca deixei mesmo. Sempre as amarei com a mesma intensidade de antes. São poucas essas pessoas mas elas sabem quem são.

É sempre bom voltar para as origens e lembrar quem fomos um dia. Melhor ainda é perceber que somos mutantes, seres extremamente adaptáveis a tudo! Imigrar não nos torna pior nem melhor que ninguém mas nos dá uma visão profunda dos sentidos que buscamos. É como se colocássemos uma lente de aumento em tudo que enxergamos. E, de repente, com o passar dos anos, vamos tendo a clareza da resposta para a pergunta: "que tipo de pessoa eu quero ser quando crescer"? Incrível como sair da zona de conforto nos dá esse poder extra especial.

Mas ganhar poderes especiais não é o único resultado de estar fora da zona de conforto. Sair da zona de conforto cansa, fatiga, instiga. Te faz buscar o sentido das coisas com mais voracidade. Dá movimento. E esse movimento nem sempre é positivo mas, enquanto movimento, progride. Dá trabalho construir novas realidades a cada instante, novos poucos e bons amigos de infância, cenários confortáveis longe de suas raízes. A labuta é árdua e nem sempre compensa. Ainda assim, sinto prazer em todo esse trabalho longe do que um dia eu fui. Ainda assim, sinto orgulho de viver longe do que um dia foi meu. Ainda assim sorrio ao provocar o sorriso de alguém que está longe de ser um amigo de infância que já passou. Por isso trabalho. Por isso vivo e existo no Canadá! E por isso descanso no Brasil.

Boas risadas, abraços e conversas ao pé do ouvido me aguardam. A fumaça do café que só meu pai sabe fazer. O cheiro de bolo de laranja saído do forno à lenha. Os pés descalços na fazenda e a vizinha que abre o portão para lamentar o preço da cesta básica. A minha estranheza diante de tudo que já passou e ainda continua lá. A isso dou o nome de férias no Brasil. Fui ali descansar e já volto.

1.10.12

Seis anos de Canadá em cores de Almodovar

Após várias tentativas fracassadas de escrever por aqui no dia 14 de setembro, hoje consigo chegar pois ainda é tempo de celebrar. Celebro não um, nem dois, nem três anos. Celebro 6 anos de vida no Canadá! Antes não consegui por aqui estar devido a inúmeras razões tão dignas e apaixonantes quanto escrever nesse que é meu cantinho preferido.

Setembro parece ter entrado para a categoria oficial do mês que sempre me traz novos começos. Há seis anos aqui cheguei e agora, no mesmo setembro laranja do outono, comecei meu trabalho voluntário em uma cooperativa educacional para crianças de 2 anos e meio até 6 anos, iniciei mais dois trabalhos de pesquisa na área em que estou estudando (educação e desenvolvimento infantil) e mais duas matérias na sequência para adquirir o meu diploma.

Sempre quando chega setembro passa um filme em minha cabeça sobre os primeiros dias como imigrante. Aliás, podem passar 20 primaveras e aqueles dias jamais se apagarão de minha memória. Entretanto, não é de conquistas e fracassos que quero escrever para comemorar. Ao invés, prefiro escrever sobre algumas coisas que aprendi enquanto cidadã canadense.

Os seis anos de Canadá mexeram com meus sentidos e me fizeram:

aprender a lidar com o paladar apimentado de quase tudo quanto é comida que se compra pronta por aqui,

amar a deliciosa mistura dos molhos "honey garlic" . Alho e mel que casamento perfeito para um prato de comida!,

passar a consumir mostarda como nunca fizera antes devido a variedade de sabores,

acostumar com o fato de acabar com a elegância de uma produção para uma festa ao ter que tirar o sapato para entrar na casa de alguém,

aprender um novo dialeto só para pedir um café ou qualquer coisa para comer no Tim Hortons,

aprendar a lavar banheiro sem ralo para escorrer a água,

tomar banho em pé na banheira mesmo não vendo sentido nenhum nisso,

a conviver com banheiros sem janela , cozinhas sem porta, a ter calor no frio e a ter frio no calor,

me acostumar a não tomar bebida alcóolica em locais públicos,

me habituar a não conseguir pronunciar nomes Indianos e Chineses mesmo depois de pedir para repetir pela terceira vez,

ter quintal aberto sem muros nem portões e ainda assim encontrar tudo do jeitinho que deixei,

ficar craque em fazer minhas próprias unhas, tanto das mãos quanto dos pés,

aprender o real significado das palavras compaixão, humildade e trabalho,

não cansar de ficar encantada com a infra oferecida pelas bibliotecas públicas e centro comunitários, 

e, acima de tudo, ter a certeza que, apesar de longo e por vezes árduo, o caminho é esse e por ele sigo em frente. Que tenha início os próximos seis anos de minha vida canadense! Parabéns para mim, para meu queridíssimo marido e ao filho que nasceu em terras canadenses e agora não somente nos ensina palavras novas em inglês mas também a "a andar pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome, cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores..."

é isso! acima de tudo, imigrar é ver o mundo em outras cores e "Esquadros" na bela voz de Adriana Calcanhotto ilustra um pouco disso. Feliz aniversário de seis anos para nós!




18.8.12

Tive fora uns dias

Embora sem muito sucesso, tenho tentado escrever por aqui. Acontece que já dizia o velho ditado: "assobiar e chupar cana ao mesmo tempo não dá!".  Não tem problema. Estou feliz. Livros, apostilas, caderno, lápis, prova e trabalhos escolares estão preenchendo meus dias de mãe que cria e estuda ao mesmo tempo. Dia desses uma leitora desse blog me pediu para escrever sobre trabalhar e estudar no Canadá. Não é ainda esse o seu post querida leitora mas prometo que chego lá. Afinal trabalho e estudo. Meu escritório não é na praia como cantou Charle Brown mas é na casa, na biblioteca, no quintal, na cozinha e na sala. É por toda parte!

Como dizia, estou feliz. Incrível como com o passar dos anos passamos a nos entender cada vez melhor. Entender o que nos faz bem. Como ficamos melhor em selecionar o que de fato importa e nos dá prazer! Eu sempre soube que gostava de crianças, de ler e de estudar. Entretanto, depois que meu filho nasceu passei a enxergar como estar com crianças e livros me dá prazer. Pode ser crianças e livros, só livros ou só crianças. Daí, apesar de viver o momento em que mais eu tenho trabalhado em toda a minha vida, vivo o mais feliz de todos.

O passar dos anos me trouxe uma capacidade lúcida, quase incotrolável de focar. O foco, por sua vez, traz, todos os dias, vontade de fazer mais. Há alguns dias meu primo Zé escreveu em seu perfil no facebook : "Pense. Planeje. Realize" . Quando li isso senti uma certa satisfação ao perceber que tudo que tenho feito hoje é resultado de muito pensar e planejar e agora com foco estou realizando. Sensação inesgotável de prazer essa de focar e realizar.

Entretanto, não estaria eu realizando não fosse o incomensurável apoio moral e financeiro daquele que eu escolhi para meu parceiro nessa jornada deliciosa chamada vida. O que um dia foi paquera, depois virou ficante, namorado, união estável , marido e agora pai é 50% responsável pela satisfação que hoje sinto, mesmo com tanto trabalho. Digo 50% porque não acredito que alguém , por mais apoio que tenha, seja capaz de realizar algo se em princípio não dispuser de sua força interior e desejo de trilhar.

E agora, depois de tanto divagar. Veja, acho que divagar é um resultado direto da minha pouca presença nesse espaço. Estava com saudades e tenho muito a dizer, ou melhor, escrever. Me falta prioridade. Não tempo. Não acho que falte tempo para algo que realmente se queira fazer. E eu realmente quero escrever. Entretanto, as prioriades de criar o meu filho, cuidar do marido e do meu estudo acabam por esmorecer o ato de escrever.

Escrevi um dia, escrevo agora e sempre escreverei. Posso demorar um pouco é verdade. Mas a alma dói quando não escrevo. Flui melhor quando escrevo. Ela, a alma. Pronto. Divaguei de novo. Ah, como é bom apenas brincar com as palavras assim como brinco de bola com meu filho! E assim tenho feito com esse momento especial. Brinco. Trabalho duro mas brinco com tudo sem jamais perder o foco. O foco de seguir à diante. E ler . E Escrever. E estudar. E criar. Criar o meu mais precioso tesouro. Meu filho. Já Já volto. Volto mais objetiva prometo. Menos oblíqua. Mais focada.

5.7.12

aproveitando o verão

Tenho estado distante é verdade. Tenho andado em falta com uma das minhas maiores paixões que é escrever nesse meu cantinho. Sim, conciliar o verão Canadense com a função de mãe durante o dia e estudante durante a noite tem tomado meu tempo. De qualquer maneira, sempre há tempo para o que realmente se quer fazer. E aqui estou de volta.

Desde que aqui escrevi muito já andei, viajei, estudei, trabalhei e vivi. E hoje, logo após voltar de um feriado em Nova York, volto para o meu canto, meu refúgio. Fomos também à praia. Sim, porque não dá para bobear com o verão canadense. Ele vem e vai embora sistematicamente. Diferente de quando morávamos no Brasil e podíamos ir à praia e fazer um churrasco no quintal independente da época do ano. Por aqui não. É preciso uma atitude Carpe Diem quando o assunto é ficar mais tempo fora de casa do que dentro.

Lembro quando aqui cheguei, há quase seis anos, e ficava impressionada ao ver a festa que se fazia quando chegava o verão. Hoje entendo e faço igual. Mas o verão, extremamente quente e húmido, não foi o único causador da minha ausência. Em janeiro comecei a frequentar o College (vulgo escola técnica) à noite o que me fez pensar como era fácil apenas estudar na época em que fui para a Universidade no Brasil. Eu já sabia na época e era muito grata aos meus pais pelo sacrifício. Entretanto, hoje vejo que era de fato muito mais fácil apenas estudar. Agora, estudar, cuidar da família, da casa, do filho e de si mesma aí é que são elas! Precisa ter um marido como o meu e uma disciplina como a minha.

Estou feliz e realizada apesar de toda a carga de trabalhos pois finalmente vejo um caminho mas isso já é assunto para outros textos. Por hora, passei para dizer alô e confirmar que esse blog não morreu e nem vai morrer. Aqui estou de volta, trabalhando em casa, criando meu filho exatamente como eu queria e ao mesmo tempo cuidando do meu futuro para quando meu filho crescer independente e feliz como a mãe dele!

Agora preciso ir ali curtir o verão canadense e já volto. Prometo não demorar tanto dessa vez.

13.4.12

Nós vamos invadir a sua praia


Cinco anos no Canadá é tempo suficiente para se habituar a frequentar as praias de lago que a bela geografia e sua abundante oferta de água doce tem a oferecer nos meses quentes por aqui. São belas as praias de lago canadenses. Eu mesma já vi cenários de tirar o fôlego, tanto pela belíssima paisagem quanto pela temperatura da água que, mesmo nos meses mais quentes do ano, por razões óbvias nunca vai atingir as temperaturas das águas dos trópicos e do Caribe por exemplo. 
Há muito ouvia falar dos favoritos roteiros de férias de inverno dos canadenses: México e Cuba. A possibilidade de fugir do rigoroso inverno canadense que, ultimamente nem tem sido tão rigoroso assim, e literalmente invadir a praia alheia! Colegas de trabalho do marido contam de ir todos os anos e, não raras vezes, voltando sempre ao mesmo lugar. E eu, sempre brincando que, enquanto não fosse passar férias em Cuba não poderia me considerar Canadense:) Pois lá fomos, em março, passar uma semana de férias em Cuba. Ah, que férias! Ah, como eu entendo a empolgação dos canadenses agora!
Importante lembrar, para aqueles que me leem da zona tropical do planeta onde é possível ir à praia o ano todo e, que para tomar uma cerveja gelada basta abrir em qualquer lugar e pronto, que no Canadá (leia-se Ontário) não funciona assim. Consumo de cerveja só em bares ou dentro de casa. Em parques? Não. á beira do lago fazendo um churrasco? Não. Na calçada. Na na nina não! Praia. Só de lago e, durante 3 meses por ano e olha lá! Então o que o canadense faz? Vai passar férias em outro paraíso, ou melhor, país! 
Aí você, que se encapota de gorros, luvas e bota de neve durante a maior parte do ano, precisa sempre fazer uma verdadeira operação logística e de planejamento estratégico quando quer tomar umas cervas bem geladas, chega em um paraíso Caribenho onde tudo é permitido, a bebida é à vontade e você pode tomar onde quiser, o povo tem aquele espírito festeiro que nós brasileiros conhecemos bem, a comida é deliciosa e pronto, eis as melhores férias que um canadense pode querer! Aliás, não somente os canadenses porque a praia foi literalmente invadida pelos britânicos e italianos também.
Voltando ao nosso roteiro. Em vôo direto, saímos de Toronto com destino a Holguin (um paraíso no sudeste de Cuba). O avião laranja, segundo meu empolgadíssimo filho, da Sunwing (agência muito recomendada pela qual compramos o pacote com tudo incluído) nos deixou no aeroporto internacional de Holguin e, de lá, um ônibus, o "school bus" de novo segundo a cabecinha muito criativa do meu filho, nos levou ao Playa Pesquero, o resort totalmente voltado a atender famílias viajando com crianças e que fica a uma hora de viagem do aeroporto. Se você vai com criança pequena não pense duas vezes. Reserve nesse hotel!
Não. Não fizemos turismo de exploração. Isso já fizemos muito antes de o Arthur nascer e, certamente o faremos de novo quando o Arthur for capaz de carregar sua própria mochila, montar sua barraca e dormir em um beliche de quarto de albergue mundo afora. Por hora vamos explorando as cadeiras à beira da praia, os copos de cerveja, e os piano bares dos resorts. Justo. Não tiramos o pé fora do resort. Precisar não precisa, mas se você faz questão até pode. Há passeios para todos os gostos. Não querendo, todos os restaurantes, boate, teatro, parquinhos, piscinas e, inclusive a praia estão dentro do resort. Basta relaxar.
Resultado: melhores férias de nossas vidas! Era muito difícil ter que decidir todos os dias se íamos para a praia ou para a piscina. Se comíamos peixe ou carne. Lula ou camarão. Eram muitas as opções. E o meu corpinho enferrujado quase teve um choque ao sentir a maresia novamente. Havia eu estado ao nível do mar pela última vez quando o Arthur ainda era apenas um feto em minha barriga, leia-se há cerca de dois anos!
Em tempo 1: não tenho nada contra às regras canadenses em relação ao consumo de bebida alcóolica. Ao contrário, as aprovo todas! é justamente esse tipo de regra que faz com que tudo que eu mais gosto aqui funcione. Também não acho que há certo e errado. Há sociedades e culturas diferentes. E quando vivemos em uma um pouco mais rigorosa como a canadense, queremos mesmo é passar férias em outros países. Afinal de contas nas férias queremos fazer diferente da rotina não?
Em tempo 2: tanta praia no Brasil e vocês vão para Cuba? E você, meu caro e respeitadíssimo leitor, acha que quando vamos ao Brasil conseguimos ir à praia? Minha querida amiga Leslie é prova viva de que venho tentando há 3 anos e nunca conseguimos. Ir para o Brasil, para quem vive fora, é sinônimo de matar saudades da família e dos amigos, além de engordar uns quilos é claro. Então, sobra o sacrifício imenso de ter que passar dias inesquecíveis à beira dos mar do Atlântico e seus três tons de azul que se modificam com o sol. Dá para resistir? 





12.3.12

Próximo Bill Gates ou Steve Jobs pode chegar.

Atenção candidatos a imigração para o Canadá. Se você é o próximo Bill Gates ou Steve Jobs não perca seu tempo. Aplique já!

Agora se você for apenas mais um imigrante que vai administrar uma lojinha de conveniência em um centro comercial não perca seu tempo. Você não vai gerar os empregos que a economia candense tanto precisa para decolar.

Eu juro que gostaria de estar fazendo uma piada com isso. Entretanto, não se trata de uma piada. Infelizmente, trata-se da declaração nua e crua feita pelo Ministro da Imigração canadense, o senhor Jason Kenney, ao comentar as mudanças no sistema para atrair os empreendedores que o país "tanto precisa".

Desculpem-me o desabafo mas achei essa declaração um insulto! Talvez eu esteja exagerando por conta do meu histórico de profissional da comunicação que treinava porta-vozes para falar com a imprensa. Não tem como separar anos de experiência nessa área das análises que faço ao ler algum executivo ou personalidade falando com a imprensa. Some-se a isso o fato de eu ser uma imigrante e conhecer muito bem a realidade daqueles que, segundo o ministro, só servem para abrir a lojinha de conveniência e não são os próximos Steve Jobs da vida e, portanto, não vão gerar os empregos que o Canadá precisa.

Ei espera aí. Afinal de contas de quem é o papel de criar oportunidades para gerar empregos? Do imigrante? Do governo? Da sociedade como um todo? Recruta-se imigrante porque há empregos e a economia gira ou a economia gira e gera empregos porque recruta-se imigrante? que tipo de imigrante? o brilhante inovador , futuro Steve Jobs como quer o nosso ministro, ou a média trabalhadora assalariada que luta e que, segundo o mesmo senhor Kenney, não ajuda?

Para começar a semana pensando. Sou só eu ou a sociedade está de pernas pro ar?

Será que todos esqueceram-se que para que tenhamos mais "Steve Jobs" precisamos das mães em casa dando educação e ensinando civilidade aos pequenos, dos pais fora de casa suando na construção civil para possibilitar que uma mãe fique em casa, do lixeiro na rua que tira o lixo para que o empresário possa conduzir seu negócio de maneira decente, da moça que serve o café, do padeiro, do ministro, do professor , do bombeiro, do médico, da senhora idosa que dá o sorriso ao menino de 3 anos que passa na rua, do carteiro que dá o exemplo de gentileza e que faz com as correspondências do pequeno negócio chegue a tempo...

Será que o senhor ministro esqueceu-se que para que as exceções aconteçam, as regras precisam estar bem estabelecidas e funcionando em harmonia? Será que ele acha que o Brasil, por exemplo, teria capacidade de produzir um Pelé por ano, um Ayrton Senna por mês e um Machado de Assis por semana? Ele só pode estar de brincadeira! Pronto falei, ou melhor, escrevi.

1.3.12

cooperativa educacional

Nascida e criada em uma família de professores e funcionários de escola no Brasil, eu cresci ouvindo as análises do meu querido pai e mestre amado, as experiências de tios secretários de escola como o querido tio Junior, tia Elza querida inspetora de alunos, Iracema também no ambiente escolar, enfim, uma vida no ambiente escolar no Brasil. Costumo brincar que, depois de velha, descobri que a paixão por escola-estudo-educação veio comigo desde o útero da minha mãe!

Em meio há tantas análises e reflexões, uma que sempre me chamou mais a atenção e que, mesmo quando jovem, sem filhos, e ainda com muita coisa por vivenciar, eu já concordava sem hesitar com o meu pai. A de que os pais deveriam participar da escola dos filhos, acompanhar e se envolver. Aqui não estamos falando de checar se o pequeno fez a lição de casa. Falo de colocar a mão na massa e participar de tomada de decisões, ou cooperar para um objetivo em comum.

Por isso escolhi falar das cooperativas educacionais. Graças a querida Cecilia Gomes que tem dois fofos frequentando uma Co-op nursery school em Toronto, tomei contato com essa excelente opção para aqueles que, como eu, optaram por ficar em casa com o filho pequeno e participar em cada minuto de seu desenvolvimento emocional, educational e social na primeira infância.

Fui ler, pesquisar e, essa semana visitei uma escolinha. Em setembro, quando começam as novas turmas, o Arthur terá quase 3 anos e frequentará, duas vezes por semana e por apenas dois horas por dia, uma co-op nursery school aqui em Mississauga. Eu escolhi dois dias por semana mas há opção de cinco vezes por semana. Funciona assim: as escolas não obtem lucro da pequena mensalidade (isso se comparado aos altissimos custos das creches) que os pais pagam e todo o dinheiro que entra volta para a escola. Apenas os salários de dois educadores infantis, no caso dessa que eu visitei, e o aluguel do local saem daí. Todo o operacional é feito pelos pais que podem inclusive participar do comitê executivo da escola dependendo de suas habilidades.

É claro que para vivenciar a verdadeira experiência de uma cooperativa educacional o pai ou mãe no meu caso tem que ter optado anteriormente por dedicar seu tempo integral ao filho, ou seja, acaba sendo um modelo excelente para famílias que optaram por viver com uma renda apenas e que, portanto, não teriam condições de bancar os cerca $1400 por mês de uma creche. E, de quebra, vivenciam a escola dos pequenos. E esse modelo pode ir até os 6 anos de idade, ou seja, idade do prezinho.

Para que se tenha uma ideia, o custo mensal no caso de um pequeno como o Arthur e que vai frequentar apenas dois dias por semana por duas horas (por minha escolha. Há opções de cinco dias por semana), seria algo entre $135 e $180 de pendendo da escola. Esse sábado vou visitar mais uma co-op nursery school aqui pertinho de casa e, casa alguma mamãe se interessar é só entrar em contato.

Resolvi escrever sobre isso porque quando aqui cheguei não fazia ideia da existência dessas cooperativas como opção para quem não trabalha fora e não quer deixar o filho na creche ou não pode arcar com os custos elevados. Então se você está chegando com pequenos e pretende dedicar seu tempo integral para os pequenos essa talvez seja uma ótima e , principalmente mais em conta opção. Fica a dica.

No meu caso, além de sempre ter sido uma apaixonada por educação e agora ter um motivo maior para me envolver chamado Arthur, eu estou estudando para me tornar uma educadora infantil. Então, acabo unindo o útil ao agradabilíssimo que é me envolver na primeira formação escolar do meu filho. Um bom começo para a sua pesquisa aqui em Ontario pode ser esse site aqui. Ah, os pequenos precisam estar fora das fraldas para frequentar a maior parte dos programas. O Arthur só vai começar em setembro mas eu já não vejo a hora de colocar a mão na massa no primeiro ambiente escolar (ou, pre escolar:) do meu filho!


14.1.12

A importância dos colleges

Há cinco anos moro no Canadá. Há cinco anos mantenho esse blog e há cinco anos pessoas querendo imigrar me fazem a pergunta que não quer calar: "como é o mercado de trabalho aí no Canadá para determinado ramo de atividade?".

É claro que não tenho competência para analisar o mercado canadense, do contrário estaria trabalhando no Statistics Canada (o equivalente canadense ao IBGE). Posso falar um pouco sim da área em que eu atuava no Brasil (comunicação corporativa-assessoria de imprensa) por tudo que vi em cinco anos. Mas há cerca de 3 anos resolvi mudar de carreira e agora começo a colocar em prática o decidido há 3 anos. Iniciei o College essa semana para obter o diploma de educadora infantil. As razões pelas quais resolvi mudar vou contando aos poucos mais para frente. O real motivo desse texto é o que me levou ao College.

Há uma diferença cultural importante entre Brasil e Canadá no que diz respeito aos bancos escolares que você só aprende depois de alguns anos morando aqui: a valorização dos colleges e seus respectivos cursos (equivalente a um colégio técnico no Brasil) pelo mercado de trabalho. Enquanto no Brasil somos pressionados a cursar uma faculdade logo ao deixar o colegial (ok, sei que mudaram as denominações mas é assim que eu falava na minha época:) sem nem mesmo sequer saber, na maioria dos casos, o que queremos cursar; aqui no Canadá (ao menos em Ontario onde vivo há cinco anos) a grande maioria vai para o College e hoje eu entendo o motivo.

Os colleges tendem a ter uma relação mais direta com as necessidades momentâneas do mercado de trabalho e preparam os alunos para funções específicas e, em não raros casos, desvalorizadas pelos brasileiros como por exemplo encanador, mestre de obras, esteticista e uma série de assistentes como o assistente do dentista que aqui no Canadá é quem faz a limpeza do seus dentes, o assistente do advogado e por aí vai. Esses todos foram para o college. Claro que alguns depois acabam até indo para a universidade. Eu mesma pretendo fazer isso mas o college acaba sendo a porta de entrada mais rápida, prática e direta para muitos ramos de atividade profissional. E aí que entra a maior lição de todas que aprendi como imigrante.

Se você está chegando e já sabe que quer exercer outra atividade profissional diferente da que exercia no Brasil, vá direto para o college. Não perca seu precioso tempo com cursinhos que o governo oferece para te arranjar uma vaga (mais conhecido como exploração maquiada de "voluntariado"). Até mesmo se você pretende seguir a mesma carreira do Brasil, dependendo do caso o college também é o caminho mais prático. Tenho uma conhecida que era advogada no Brasil chegou aqui e foi direto para o college. Sábia decisão.

Pensei nisso ao ler essa matéria sobre os ramos de atuação que mais empregarão no Canadá nos próximos anos. Também fiquei feliz ao saber que a atividade por mim escolhida e a qual exercerei com paixão (porque de nada adiante fazer algo exclusivamente porque há demanda) está entre as de maior demanda assim como no setor de saúde e tecnologia.

Outro dado que me animou bastante e que só comprova a importância dos colleges para o mercado canadense é que 35% dos novos postos de trabalho deverão ser ocupados por estudantes saidos dos colleges, seguidos por 26% dos graduados nas universidades e 8% por aqueles que não completaram o colegial. Então, se você gosta de estudar, está chegando por aqui e atuava no Brasil em uma área que a demanda aqui não é tão grande, a melhor coisa que você pode fazer é investir seu tempo e dinheiro em um curso (uma ótima fonte para iniciar sua pesquisa é aqui) que de fato vai lhe trazer algo que mais precisamos quando aqui chegamos: um trabalho digno para pagar as contas.








15.12.11

Benefícios

Dia desses, em uma das minhas pesquisas, deparei-me com esse site do governo canadense que pode ajudar aos que estão chegando na província de Ontario a saber quais benefícios podem aplicar dependendo de sua situação por aqui: se tem filhos, estudante, mãe solteira, doméstica e tantos outros cenários.

São tantos programas oferecidos que fica confuso saber a qual benefício você tem direito. Então fica a dica para aqueles que possuem o cartão de residente permanente ou são cidadãos canadenses.


7.12.11

Tudo novo de novo.

Há cinco anos eu deixava o Brasil com inúmeras dúvidas e uma certeza: não buscava no Canadá uma carreira. Já havia construído uma no Brasil e, se quisesse avançar, era no Brasil que deveria ficar. Sabia disso. Sempre soube. Buscava muito mais que um título bonito no currículo e-ou uma conta bancária mais polpuda.

Buscava um estilo de vida diferente. Encontrei e gostei. Os títulos do currículo foram apagados e a conta bancária diminuiu. Os anos passaram, vi e vivi altos e baixos ao tentar me recolocar no mercado de trabalho. Tentei. Mudei. Replanejei. Reinventei e cansei. Hora de parar para realizar outro sonho: o de ser mãe. Engravidei. Optei por ser mãe em tempo integral e ficar com meu filho em casa. Escolha mais acertada não há! Mas os filhos crescem e a alma inquieta precisa de algo mais.

Desde que saí do Brasil tinha comigo a certeza de que trabalhar com crianças sempre foi uma paixão antiga nunca realizada. E dizia para mim mesma que trocaria de profissão se preciso fosse para poder ficar no Canadá. Hora de tirar o plano da gaveta. A partir de janeiro de 2012 serei oficialmente uma estudante do Sheridan College fazendo o diploma de Early Childhood Education (Educadora infantil)

A principio vou estudar à noite, no curso part-time, porque a formação do meu próprio filho ainda é prioridade. Dessa maneira não preciso tirar dele o privilégio de ter a mãe como primeira referência e de mim mesma os melhores momentos da minha vida. Nunca estive tão feliz! Zerada. Renovada.

Desde que o Arthur nasceu, há dois anos, eu venho frequentando programas para crianças pequenas oferecidos pela prefeitura, biblioteca e centros comunitários e cada vez que sento no chão com as crianças tenho mais certeza de que é esse o ambiente de trabalho que a Paula do futuro quer. A Paula dos próximos cinco anos quer. Quando chegamos no Canadá o que mais recebemos nos cursinhos oferecidos ao imigrante pelo governo são treinamentos para as entrevistas de emprego e uma das perguntas mais feitas é "Como você se vê daqui a cinco anos?"

E a resposta da Paula é : "quero ver o brilho dos meus olhos refletido no brilho dos olhinhos puros e sinceros de uma criança". Quero ter o meu nome repetido por um pequeno que está aprendendo a falar e já demonstra que eu faço diferença na vida dele. É isso que tenho visto por aí, com o meu filho. É isso que quero ver para mim.

Então agora é esperar pelo início das aulas em janeiro e de um novo começo. Com a diferença importante de cinco anos nas costas de Canadá, de saber o que funciona e o que não funciona no que diz respeito ao imigrante e, não esqueçamos, dos 37 anos de experiência muito bem vividos que completarei agora em dezembro e que, tenho certeza, farão toda a diferença ao iniciar uma nova carreira.

E, do que eu conheço dessa alma inquieta, esse será apenas um primeiro passo. Do college para a universidade. Da universidade para uma especialização mas tudo, tudo ao seu tempo. E tendo, sempre como prioridade a formação do meu filho antes de qualquer outra criança. Quando a base dele estiver bem sólida aí sim estarei totalmente pronta para fazer o mesmo pelos filhos dos outros e ser paga por isso. Enquanto isso vou adquirir conhecimento e receber o meu diploma de educadora infantil. E que venha 2012. O ano que dará início a um novo começo, a tudo novo de novo.





17.11.11

Academia feminina

Desde que engravidei e diminuí, por razões óbvias, a intensidade de atividade física que pratico, meu corpo vinha gritando pela volta ao que considero a prática regular de aitividade física, ou seja, diária.

Primeiro aparecem as linhas paralelas mais felizes do mundo naquele pequeno bastão comprado na farmácia. Sim, você vai ter um filho! Depois nove meses de gestação, 10 meses amamentando e mais todo o primeiro ano de vida da cria para a adaptação de todos à nova realidade.

Daí que não precisa ser nenhum Oswald de Souza para fazer as contas e concluir como, apesar de muito ocupado com o feliz mas tumultuado universo do primeiro ano da maternidade, meu corpo estava enferrujado e gritando por atividade física que não fosse abaixar para pegar brinquedo no chão o dia todo, colocar e tirar criança da cadeirinha do carro, tirar e colocar do berço e por aí vai...Gritava mesmo, pedia flexões de braço, abdominais, corrida, movimento!

Era setembro de 2011, a cria já andava, falava feito um papagaio, não mais mamava no peito e tudo que fazia era repetir o dia todo que queria fazer tudo sozinho! Ah, o tão sonhado momento havia chegado. Mãe se dá conta de que não tem mais um bebê em casa, eba! Claro, ainda tem uma criança pequena o que consome muito ainda mas o bebê já não estava mais ali! Que gostoso! Independência para a mãe, independência para o filho!

Então, em mais uma das rotineiras idas ao mercado com seu fiel companheiro, o pequeno Arthur, eis que em um daqueles momentos mágicos a mãe olha para cima e lê a informação que mudaria sua vida: "Goodlife Fitness for Women"

Em cinco anos de Canadá jamais havia frequentado uma academia por aqui por duas razões: nunca gostei de academia, a minha vida de atividade física sempre envolveu artes marciais, corridas e esportes como basquete, futebol, etc. E não menos importante, sempre assumi que elas eram mais caras do que o orçamento familiar poderia aguentar. Entretanto, o corpo gritava tanto por exercício e a placa salvadora dizia que havia uma creche dentro da academia onde as mamães poderiam deixar seus filhos lá enquanto malhavam. Bom demais para ser verdade pensei! Vai custar "ozóio da cara" como diria o caboclo!

De novo, o desespero por voltar a fazer algo que me lembrasse que antes de ser mãe existia alguém que amava se exercitar era tanto que resolvi entrar e me informar. Enquanto a gerente ia me mostrando as instalações, a creche, os banheiros com toda a infra, a sala onde aconteciam as aulas, eu ia pensando cá com meus butões: "Vou sair deprimida daqui porque isso aqui é muito bom e com certeza é carísssiiiimo e não vou poder ficar".

Ao final da visita, ao saber o preço incluindo a creche do Arthur eu assinei o contrato no ato! Claro que não é baratinho mas é totalmente acessível. Resultado: desde setembro sou uma pessoa mais feliz porque frequento todos os "bodys" que a academia oferece (nomenclatura para as aulas). Um dia é o body combat, no outro body attack, na quarta body step, quinta body vive e na sexta body flow. Enquanto cuido da minha mente e do meu corpo meu filho brinca com as "tias", segundo ele, e todos ficamos mais felizes.

Mas o curioso mesmo é que essa academia, que por sinal é a maior rede do Canadá, ela é exclusiva para mulheres. Homem não entra. Homem não trabalha lá. Um ambiente totalmente feminino. Dia desses tinha um aviso enorme no mural avisando que dia tal UM HOMEM iria entrar no recinto para arrumar a sauna e o chuveiro! Achei muito divertido, parecia que o aviso nos previnia de um alien que chegaria:) Brincadeiras à parte, entendo totalmente o conceito que acaba virando um nicho de mercado pois muitas mulheres aqui no Canadá são muçulmanas e não podem mostrar o corpo perto de um homem, daí elas ficam totalmente à vontade por lá. Sem contar que muita gente detesta ir à academia para ficar sendo paquerada, principalmente as mulheres casadas e mães!

Quem estiver chegando no Canadá e quiser uma academia eu recomendo muito a Goodlife Fitness e se vocÊ vier morar em Mississauga e tem um filhote pequeno procure uma filial que tenha "for women" no nome. São essas que precisam te avisar quando um encanador precisa entrar lá. Tá vendo! Se ao menos tivesse um Pereirão por aqui não haveria esse problema:)

17.10.11

Discutindo a relação de 5 anos

14 de setembro que passou completei cinco anos vivendo no Canadá. Eu não podia deixar essa data em branco mas como estava passeando no Brasil, acabou que não postei na data certa. De qualquer maneira, tamanho acontecimento ainda merece um post.

Costumo dizer que o imigrante passa, de acordo com o tempo que vive fora, por algumas fases em sua longa jornada longe de sua pátria mãe:

Primeiro ano - fase lua de mel, romântica e ainda extasiada pelo sabor da conquista em ter chegado em território canadense, o que não é pouca coisa!
Segundo ano - fase baixando a poeira e colocando as coisas no lugar.
Terceiro ano - novas conquistas, lutas, algumas frustrações e a luta por pertencer.
Quarto ano - início de um balanço, reflexões, estou no caminho certo? Qual o caminho certo afinal?

De alguma maneira, quem chegou aos cinco anos de Canadá acaba passando pelos estágios anteriores. Enquanto vivia os anos interiores me perguntava qual seria a etapa em que eu entraria ao completar cinco anos de Canadá. E eis que completei cinco anos!

Ainda não sei bem definir como chamaria essa fase dos cinco anos, portanto acho mais fácil pensar nela como o famoso DR (discutindo a relação).

Isso mesmo! Estou discutindo a minha relação com esse maravilhoso país chamado Canadá que me acolheu...Espera um pouco. Quem acolheu quem? Não raras vezes eu tenho minhas dúvidas de quem acolhe quem. Tendo a achar que o imigrante acolhe e adota o país escolhido muito mais e com muito mais fervor do que o próprio país em questão deveria fazer. Aliás, tenho certeza disso. E talvez aí resida o principal motivo pelo qual é muito natural encontrar os imigrantes discutindo a relação, não com o namorado ou com o marido, mas com o país. No caso, o Canadá.

Eu e ele (o Canadá) ainda estamos no início desse processo que não sei bem quanto tempo pode levar mas estamos fazendo um levantamento de quem deu mais em nome do que sabe? E como eu tenho esse hábito de fazer balanços de cinco em cinco anos em minha vida, nada mais natural do que discutir uma relação que já dura cinco anos! Onde quero estar em mais cinco anos? Como quero estar? Vivendo de que jeito?

É isso Canadá. Por hora sigamos em frente. De fato você me oferece inúmeras vantagens. Vantagens essas que, sei bem, só as encontro por aqui. Entretanto, ainda preciso ver muito mais do seu lado do que do meu para que sigamos com mais cinco e cinco e mais cinco anos juntos.

E nessa barganha, que é a relação do imigrante com o Canadá, ainda dou mais do que recebo. Não tem problema Canadá, dou porque posso, porque quero, porque tenho forças e amo viver aqui mas até quando? Mais cinco ou cinquenta anos? O tempo vai dizer e por hora sigo vivendo e cantando essa linda oração ao tempo que agora ouço na maravilhosa voz da Maria Gadu.

E que venham mais quantos anos forem possíveis e ou desejados e necessários!

7.10.11

Voz interior

Estou de volta. De volta à Toronto. De volta ao Canada. De volta à minha casa e, portanto, de volta ao blog. Estive em férias. Passeava pelo Brasil e revia queridos amigos e familiares. Foram frenéticos 30 dias que ficarão sempre em minha mente.

Estava com saudades. Saudades do blog. Saudades de casa. Saudades do marido que voltou antes.

Já estou com saudades. Das risadas, dos abraços, carinho, beijos, risos e palavras ao vento que lá ficaram. O consolo é que não ficaram só no Brasil mas também no meu coração e lá sempre estarão. Pena não podermos ter todos que amamos juntos em um mesmo lugar não é?

E por falar em coração é justamente à ele que sigo quando continuo no Canadá. Ainda, apesar de todas as lutas, tropeços. Acertos também claro mas há uma voz que fala comigo que, apesar de querer que todos os queridos do Brasil estejam sempre comigo, devo e quero ainda continuar no Canadá.

Eu sempre soube que seguia meu coração no que estou fazendo enquanto imigrante mas essa semana, em especial, com a morte de um gênio inspirador como Steve Jobs, suas palavras bateram mais forte ainda quando dizia: "...You can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. Your have to trust in something - your gut, destine, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life".

De fato Steve, confio que, de alguma maneira, os pontos conectarse-ão lá na frente no meu futuro. Sinto isso, algo fala. Não sei dizer bem como mas fala. "Listen to that voice in the back of your head that tells you if you are on the right track or not", continuava a mente inovadora que tocou vidas no mundo todo das mais diversas maneiras. Devo dizer que, por vezes, essa voz fica um pouco confusa e, principalmente, em momentos sensíveis como a volta das férias. Entretanto, Steve, ela ainda me fala que estou no caminho certo e devo seguir lutando.

Mesmo que, por muitas vezes, os pontos pareçam não ter conexão nenhuma com nada nesse instante eles vão fazer sentido em um futuro não tão distante. Ao menos é o que diz a minha voz interior Steve e, para homenagear essa mente brilhante e a todos os imigrantes que estão tentando ouvir aquela voz interior dizer se estão no caminho certo, eu lembro um conhecido muito criativo que agradece muito a Steve Jobs pois não fosse ele (Steve) estaria fadado a usar um PC até hoje:) Faço minhas suas palavras!




15.8.11

A Pá

Como de costume, ao menos até que o verão no hemisfério norte termine, mãe e filho brincam na areia do parquinho no fundo do quintal de sua casa. O ritual diário, seguido há quatro meses , já rendeu muitas amizades para o pequeno Arthur e sua mãe que parece pertencer ao mundo infantil. Ela (a mãe do Arthur) acha até que deveria tirar o sustento desse prazer mas isso já é assunto para um outro post.

Na casa da coruja de porcelana que faz o pequeno Arthur parar todos os dias para falar oi e tchau para a "cocuja", moram as gêmeas Ema e Meredith (as primeiras melhores amigas do Arthur) que do alto de seus onze anos se encantam com o Arthur e funcionam como líderes do território dividido pelos pequenos vizinhos. Além delas há mais uma dúzia de crianças e cachorros. Aliás, mamãe Paula dia desses se deu conta de que sabe o nome de todas as crianças e cachorros da rua mas não sabe o nome dos pais das crianças nem dos proprietários dos cães. Talvez porque o horário de trabalho da mãe Paula seja o mesmo das crianças e o "escritório" o tanque de areia.

Dia desses o cenário do escritório de areia, digo do tanque de areia, mudou! Um bando de 4 crianças novas na vizinhança chegou por ali. Arthur e Paula, como de costume, foram logo se enturmando. Coversa vai, conversa vem, todos muito concentrados em seus afazeres de cavar e construir castelos de areia quando o pequeno Arthur chega para a pequena (canadense filha de indianos) que usava uma pá e diz : "A pá"!

A pequena mais do que espantada diz: "A pá" é o nome do meu pai! A mãe Paula usa de todos os recursos psico-neurológicos de que tem conhecimento para segurar a gargalhada e respeitar a multiculturalidade em que habita, respira fundo e diz: "A pá" é como chamamos esse objeto que você está usando em Português. A pequena faz uma expressão de "como isso é possível" e segue executando seu projeto na areia.

Portanto, se você mora aqui no Canadá e de repente ouvir no escritório alguém pedindo "A pá" já sabe que é um dos seus colegas indianos que está sendo requisitado. Isso que dá morar por essas bandas! Ao menos encontrei um nome Indiano que sou capaz de pronunciar:)




23.7.11

Cidadã canadense

Meus olhos pareciam não acreditar no que viam, nem tão pouco meus ouvidos no que acabavam de ouvir: "Eu os declaro cidadãos canadenses". Essas palavras soaram como a gaivota que sobrevoa o mar em um final de tarde no verão. Música para os meus ouvidos era o que vinha da boca daquela Juíza.

O dia: 19 de julho de 2011. O local: prédio do governo canadense no centro de Toronto. O momento: inesquecível, quase que indescritível não fosse o distanciamento que procurei ter deixando passar alguns dias do ocorrido para conseguir relatar a realização de um sonho, o fim de um ciclo. Alguém se perguntou por aqui se ao obter a cidadania estaríamos, nós imigrantes, finalizando uma etapa e foi exatamente com essas palavras que a Juíza abriu seu discurso emocionante naquele dia: "Agora vocês podem dizer que concluíram, finalizaram um ciclo e estão em casa. A casa que escolheram para chamar de sua".

Ao finalizarmos o juramento à Rainha e às leis do Canadá, a juíza iniciou seu discurso falando do fim, o fim de uma etapa. E é exatamente assim que nos sentimos. Lembrou também que até chegar ali, todas as 8O pessoas (vindas de 39 países diferentes) ali presentes haviam trabalhado duro, sofrido, encarado um duro começo mesmo para só então poder dizer essa é minha casa. Ela tem razão, imigrar não é fácil, tem muitos baixos e menos altos, muito suor e menos regalo, muita humildade e menos prepotência, muita abnegação e menos apego...

Meus olhos marejaram ao ouvir tão claro e coerente discurso para definir aquele momento que seguiria com o hino do Canadá. O meu esforço para cantar o hino foi homérico, não porque não sabia a letra mas a emoção foi tão grande que as palavras teimavam em não sair. O som teimava em não ecoar. As lágrimas teimavam em cair. Eu estava ali após muito esforço e muita abnegação. Tudo fazia sentido. O fim e ao mesmo tempo um novo começo. Novo. De novo!

É assim que me sinto. Chegando de novo e agora com duas vantagens que não tinha naquele dia 14 de setembro de 2006 quando aqui chegamos: a cidadania e a experiência e, acima de tudo, a vivência de cinco anos no país. Ah, que diferença isso faz! E com a conclusão de um projeto outros se fazem necessários e já estão sendo pensados e colocados em prática. Entretanto, carrego agora comigo o peso, a responsabilidade e o privilégio da conquista da cidadania canadense. Ainda não parece real. E esse é um dos motivos pelos quais eu fotografo, assim acredito no que vejo quando tudo parece uma obra de ficção orquestrada pelo destino e pelo livre arbítrio.








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13.7.11

Desigualdade de renda

Os ricos estão ficando mais ricos. Os pobres e a classe média estão perdendo território, digo poder de compra. Cenário bem conhecido dos brasileiros não? Entretanto, estou falando do Canadá. Sei que o Brasil de hoje já avançou bastante no quesito dar mais acesso aos menos favorecidos e isso deve ser realmente comemorado, mas por décadas o país (Brasil) vivenciou o que, na minha modesta e não especialista opinião, pode acontecer de pior para um país: a enorme distância entre a renda dos que ganham mais e a dos que ganham menos.

Digo e repito, não sou economista nem tampouco especialista em ciclos econômicos de poder (leia-se renda) mas parece que a nova ordem mundial é crescimento econômico acelerado (o que também não deixa de ser preocupante do ponto de vista econômico) e aumento de poder aquisitivo aos países subdesenvolvidos (taí o BRIC que não nos deixa mentir) e desaceleração econômica e aumento do intervalo na renda dos países desenvolvidos, ou seja, uma maior distância entre a renda dos que menos ganham para os que mais ganham no país.

O Conference Board of Canada soltou hoje um relatório dizendo justamente isso e para quem interessar pode ler a notícia na íntegra aqui. Fiquei muito triste ao ler o que, na prática, já venho observando por aqui, especialmente entre os imigrantes, que tendem a ser aqueles que mais "frequentam" a linha dos que possuem menos, ao menos em seus primeiros (muitos) anos por aqui. Embora, outro relatório tenha lembrado que 30% das pessoas mais ricas do Canadá nasceram fora do país. Ótimo, mas não confundamos alhos com bugalhos já diria sei lá quem:)

Elementar meu caro, em um país formado por imigrantes a grande maioria não nasceu aqui então fica relativamente fácil encontrar esses 30% em uma amostra tão grande. Depois de algumas décadas no Canadá aqueles mais empreendedores, por dom ou necessidade mesmo, acabam fazendo parte da camada mais rica. Já os nascidos aqui ( a chamada segunda geração), como meu pequeno Arthur, ainda tem um tempinho para participar da população economicante ativa do Canadá.

Mas e o resto? E a grande maioria? Essa perdeu poder aquisitivo. O relatório observa que, entre 1976 e 2009, a renda média canadense cresceu apenas 5.5% de $45.800 para $48.300 e, no mesmo período, o espaço entre os 20% que ganham menos e os 20% que ganham mais aumentou de $92.300 para $177.500, a prova de que a renda está cada vez mais sendo desigualmente distribuída.

Não dá para comparar Brasil com Canadá nesse quesito pois ambos possuem realidades e história bem diferentes, entretanto, fiquei muito triste ao ler a notícia porque já vivi a realidade de um país onde os que tem menos tem muuuuuito menos que os que tem mais e sei que o cenário não é nada bonito. Aqui no Canadá esse "muito" ainda não é tanto assim mas de qualquer maneira, independente do país, essa notícia vai ser sempre muito triste para mim. Deveria ser lei universal, nenhum país no mundo deveria ter esse tipo de problema. Falou a Pollyanna dentro de mim:)





26.6.11

Cidadania canadense: a cerimônia


Estou sem palavras! E olha que não me lembro a última vez em que isso aconteceu! É real. Vamos fazer o juramento à Rainha, no dia 19 de julho, durante a cerimônia para receber a cidadania canadense.

E já que as palavras faltam de tanta felicidade, vou apenas copiar abaixo o "timeline" (mais conhecido como linha do tempo) do processo todo para que os futuros candidatos a cidadania canadense tenham uma idéia da cronologia dos fatos. Demos entrada no processo no dia 19 de julho de 2010 e um ano depois, dia 19 de julho de 2011, vamos receber a cidadania. Uma coisa é fato: eu vou chorar! Depois passo aqui para contar. Por enquanto fica a cronologia do nosso processo e a deliciosa sensação de mais um ciclo fechado na saga da imigração. Pronto, agora o Arthur não vai mais ser o único canadense aqui em casa:)


We received your application for Canadian citizenship (grant of citizenship) on July 19, 2010.
We sent you a letter acknowledging receipt of your application(s), and a study book called A Look at Canada on July 19, 2010. Please consider delays in mail delivery before contacting us.
We started processing your application on March 23, 2011

Your file was transferred to the St. Clair, Citizenship & Immigration office on April 20, 2011. The St. Clair, Citizenship & Immigration office will contact you if additional information is required. The St. Clair, Citizenship & Immigration office will contact you regarding your citizenship test once all the necessary checks on your file are complete.
We sent you a notice on May 10, 2011 to appear and write the citizenship test on May 24, 2011 at 1:00 PM. The notice you will receive by mail will be your official confirmation of your appointment. If you have not received this notice prior to the date of your scheduled appointment, please contact us. If we have sent the letter to the wrong address, pleasecontact us.

We sent you a notice on June 16, 2011 Canada to appear and take the oath of citizenship at the citizenship ceremony to be held on July 19, 2011 at 8:15 AM. The notice you will receive by mail will be your official confirmation of your appointment. If you have not received this notice prior to the date of your scheduled appointment, please contact us. If we have sent the letter to the wrong address, please contact us.

19.6.11

As duas pontas da vida

Naquela manhã de quarta feira eu voltei para casa pensando em como as crianças e os idosos são seres que estão em outro patamar. Bem mais próximos de Deus do que todos nós que já não somos mais crianças e ainda não somos idosos. Quando saí de casa pela manhã nem sequer imaginava que iria experimentar uma das mais ricas e restauradoras experiências da minha vida desde que aqui cheguei em terras canadenses.

O que era para ser apenas mais uma manhã de atividades com o meu filho se tornou um remédio para a alma. Seria a primeira vez que iriamos àquele centro. Até então frequentavamos, eu e meu querido filhote, todos os programas da biblioteca e do centro comunitário. Entretanto, o da biblioteca havia terminado e só voltaria após o término do verão, então fui atrás de outro. E uma busca no Google me levou até lá.

O lá era próximo. Muito próximo de casa. Questão de passos largos e, em 10 minutos, eu estava lá. Logo na entrada, estavam os vovôs e vovós canadenses do Arthur (sim, porque depois dessa experiência voltamos lá toda semana) para nos receber com um largo sorriso e brincadeiras com o Arthur. Lá dentro, em uma sala, nem tão grande que intimidasse e nem tão pequena que não fosse aconchegante, um grupo de mães e seus pequenos brincavam e conversavam, orientados por uma coordenadora do programa, como se estivessem em seus lares. A atmosfera era de puro entrosamento.

Comecei a conversar com as mães, enquanto o Arthur explorava os livros e brinquedos espalhados pelo chão, e fui percebendo que aquele grupo se reunia há anos! Uma estava lá desque que o filho mais velho de 3 anos nasceu, outra há cinco anos...O grupo, que se reunia em outros locais, agora segue a coordenadora e viaja quilômetros para se encontrar uma vez por semana.

Passados uns dez minutos ali, naquela atmosfera já muito agradável aconteceu a magia. Começaram a chegar, um a um, em suas cadeiras de roda ou andadores, os vovôs e vovôs canadenses do Arthur. Enquanto isso as atividades seguiam seu rumo, teve música, brincadeira, lanchinho, tudo como em uma escolinha. E os vovôs e vovós começam a interagir com o meu filho. Fiquei de canto, um pouco afastada dele, só vendo tudo anestesiada pelo remédio que a minha alma estava recebendo!

Uma das vovós só faltou colocar o Arthur no colo, brincava com ele e ele respondia com sorrisos e sinal de jóia para ela. Enquanto as outras crianças brincavam com os brinquedos, meu filhote se divertia com os vovôs e vovós e eu recebia um banho de acalanto e uma sensação deliciosa e quase mágica de puro prazer!

Que idéia simples e ao mesmo tempo tão genial! Colocar um programa para crianças para funcionar dentro de um asilo! Colocar em contato as duas pontas da vida (o início e o fim) parece fazer o tempo parar e tudo ficar pequenino! Quanta sabedoria no olhar de um idoso e quanta sinceridade nos olhos de uma criança! Pronto, a mistura perfeita para dar um remédio para a alma daqueles meros mortais, assim como eu, que estamos no meio do caminho tentando manter a sinceridade e a pureza da criança e adquirir a sabedoria do idoso!

Ponto para o governo de Ontario que traz qualidade para os programas desenvolvidos pelo Ontario Early Years Centres e ainda tem essa sacada de colocar um de seus centros para funcionar dentro do asilo.

13.6.11

Vovô Paulo



Com a proximidade do dia dos pais aqui no Canada (19 de junho) resolvi colocar esse vídeo do meu filhote para homenagear o meu pai querido lá no Brasil!

A todos os pais desse mundo a minha mais sincera homenagem e, em especial, o meu muito obrigado a dois homens muito importantes e que me deram os dois bens mais preciosos que possuo: um deu a minha vida (obrigada pai) e o outro me deu a vida do meu filho (valeu marido)!

Marido e Pai vocês são especiais!
Nós te amamos!
Paula e Arthur.