7.5.08

Não tem preço...

Ouvir o barulhinho bom da chuva fria tropical que cai no quintal da casa dos avós,

Comer bolinho de chuva preparado por quem mais entende – a minha avó Luiza,

Tomar Bohemia “estupidamente” gelada em um clima “estupidamente” quente,

Pisar a areia da praia, sentir o cheiro do mar, comer porção de porquinho junto de grandes amigas (Lê e Cris vocês são demais!),

Rever os grandes amigos e constatar que todos seguem suas vidas em um fluxo perfeito e natural,

Ir ao teatro com alguém muito querido (Lé, é nóis), rir muito e ainda “emendar” em um restaurante Japonês e sair rolando de tanto comer,

Assistir à novela das seis e comentar os detalhes com minha mamãe querida,

Pular feito uma adolescente na cama elástica montada no quintal da afilhada para o seu aniversário e ficar toda dolorida por 4 dias (Rafa, a madrinha te adora!),

Ir à seção vespertina de cinema acompanhada da afilhada, a prima e a mãe, comer pipoca e bater perna com as minhas queridas (Clau, Rafa e Lizete),

Assistir à final do campeonato paulista e ver o Palmeiras campeão rodeada dos meus queridos tios e primos no quintal da vó Olga (Clau, valeu a camisa do Palmeiras que você me deu. Amei!),

Ajudar a cunhada a preparar um jantar mais do que especial na casa do meu querido irmão,

Ofertar apoio àqueles que mais precisam em um momento nem tão feliz assim (vai em paz tio Hélio) mas que nos faz exercer a compaixão em sua plenitude,

Almoçar todo dia com o meu pai e, nas nossas conversas, tentar debater e resolver toda a problemática do mundo e da humanidade,

Ouvir o canto da passarada em um final de tarde sem nenhum compromisso,

Fazer tudo isso, lavar a alma e começar a contar os poucos dias que faltam para voltar para a minha casa, minhas coisinhas e o mais importante para o meu querido marido! Não tem preço...

22.4.08

E a terra tremeu...

Noite tranquila aquela na cidade de Boituva - interior do Estado de SP. Acabara eu de falar com o meu querido marido e matar saudades quando, às 21 horas , logo após desligar a chamada no skype, sinto o chão literalmente tremer! Nossa, pensei cá com os meus botões, tudo isso era saudades do marido!

O forte som do chão vibrando, a mesa do computador balançando, o microfone, por meio do qual eu acabara de falar com o marido, tremendo e o canto da parede vibrando deram a tônica daquele instante. Parei tudo que eu estava fazendo para acompanhar o "fenômeno". Passados alguns segundos pensei comigo mesma - "será que alguma coisa que comi me fez mal? Estou surtando? Labirintite?" até porque não havia mais ninguém alí comigo.

Subi até o quarto da minha mãe (no andar de cima)que assistia à novela e me calei, na esperança de que ela comentasse algo. Ela não disse nada, então pensei - estou surtando mesmo, é grave! No minuto seguinte, no intervalo da novela, a chamada do Jornal da Globo anuncia que às 21 horas daquela noite de 22 de abril um tremor de terra de 5,2 graus na escala Richter foi registrado a 270 km da cidade de SP.

Ah tá! Ufa, que alívio, antes mesmo de ouvir a notícia já estava pensando em marcar uma consulta com o neurologista quando o meu irmão liga dizendo que a cama dele tremeu e se havíamos sentido, a minha mãe que não sentiu (ela estava no andar de cima e do lado oposto da casa) foi logo dizendo que não mas aí eu relatei que sim o chão tremeu aqui também. Bem, ao menos não estou ficando louca, ainda.

14.4.08

Almas que não se separam...

Entra ano, sai ano, mudamos de trabalho, envelhecemos, sorrimos, choramos e lá estamos nós novamente como se nada tivesse mudado! Difícil explicar o que acontece com este elo de mais de dez anos (uns pouco mais outros pouco menos) que nos une sempre e faz com que cada reencontro seja sempre assim, com a sensação de que não nos separamos nunca. É, deve ser mesmo a mente que enbriaga o corpo e relembra sempre que estas almas não se separam nunca!




Queridos, vocês sempre estarão comigo por onde quer que eu vá.
Dani Zuim, obrigada por tão brilhantemente organizar a turnê 2008 e Lé reserva o espaço na areia da praia que aí vou eu!

19.3.08

Reencontrando Bruce

O bom e velho Bruce Dickinson continua o mesmo! Dono de uma voz impecável e feita para o metal. Eu e o marido -na época ainda namorido - tivemos o privilégio de ver o Bruce em sua performance solo no Brasil, em 1999, quando eu gritei e me emocionei com Tears of the Dragons, a minha música preferida da carreira solo do Bruce.

Faltava ver o Bruce no Iron Maiden! Agora sim, pude cantar, gritar e me emocionar com os clássicos do Iron aqui em Toronto no domingo que passou. Acompanhados do vizinho Wander (valeu a parceria vizinho!), fomos curtir o show do Iron Maiden que finalizou a turnê mundial de 2008. Eles só cantaram músicas antigas - a banda nasceu em 1975 e é considerada uma das mais importantes e bem sucedidas bandas de heavy metal de toda a história- e o show é todo cheio de pirotecnia, cenografia e efeitos especiais. 

E claro que não poderia faltar o Ed the Head que estava lá também como em todos as capas de disco da banda e todos os shows. Agora aguardaremos o show da banda da nova geração que aprendemos a gostar mesmo antes de sair do Brasil, o Linking Park (Wander, esta será mais uma parceria de sucesso). Também já fomos a um show deles no Morumbi (Lembra Lé?) antes de deixarmos o Brasil e os caras mandam muito bem. Tomara que eles venham para cá este ano ainda!

Aproveito para desejar uma feliz Páscoa (para aqueles que celebram) e dizer que estamos saindo de férias e este blog também entrará em ritmo "desacelerado" quase parando que umas boas férias merecem. 

Até a volta!
FUI

17.3.08

Vamos ao teatro - para rir muito!

Sábado que passou fomos até a cidade vizinha de Waterloo, com alguns colegas de trabalho do Maurício, conferir a peça "Defending the Caveman" (Defendendo o Homem das Cavernas).


Aclamado pelo público e pela crítica (O New York Times descreveu como "um fenômeno de comédia"), o monólogo que está a mais tempo em cartaz na história da Broadway, corre mundo afora em mais de 30 países (infelizmente para quem está no Brasil ainda não pode conferir o espetáculo) fazendo o público morrer de rir em 15 idiomas diferentes. Mas se você está no Canadá e o espetáculo estiver na sua cidade, não pense duas vezes! É hilário e impagável!


Como não havia mais ingressos na época em que a peça estava aqui em Toronto, fomos até Waterloo e vale muito à pena a viagem de cerca de um hora para você que mora aqui. Escrito pelo Californiano Rob Becker, em 1991, o roteiro hilário e muito verdadeiro (prepare-se para morrer de rir e encontrar muitas verdades também!) parte da premissa que o homem das cavernas e a mulher das cavernas viviam na mais perfeita harmonia porque entendiam bem os seus respectivos papéis. Aí homens e mulheres modernos evoluíram com a sociedade moderna em modos totalmente diferentes, ainda assim trazendo seus instintos básicos dos tempos das cavernas com eles.


A inteligência do roteiro, a extrema competência do ator Michael Van Osch, Canadense nascido em Waterloo, dão ao espetáculo a combinação perfeita para o que chamo de uma verdadeira obra de arte! Simplesmente SENSACIONAL! Sem falar que para um monólogo ser de fato muito bom, eu diria que mais de 50% da responsabilidade está nas mãos do ator. E se o mesmo não é bom, não há roteiro que segure. Aqui, ambos são fantásticos!


O ator começou sua carreira estrelando produções da Broadway como A Few Good Men (espetáculo que, em 1992, virou filme estrelando Tom Cruise, Demi Moore e Jack Nickolson), Lost in Yonkers e A Midsummer´s Night Dream. Recentemente atuou no aclamado video clip American Dream de Casting Crowns.


O espetáculo é para todos aqueles que reconhecem que há diferenças natas entre homens e mulheres e querem rir muuuuito mas muuuito mesmo! Eu havia me esquecido como é bom chorar de tanto rir !

13.3.08

E não é que o Papa é Pop mesmo!

Não aquele papa da velha conhecida música que o Humberto Gessinger tanto cantou nos idos da década de 80 durante a adolescência de qualquer um com mais de 30. Aqui o papa é outro, mais íntimo das meninas por assim dizer, mas tão pop quanto. Isso, aquele mesmo - o papanicolau – que aliás deve morar no inconsciente masculino pois já foi cantado também pelos Titãs na mesma década que embalou a minha adolescência. Quem aí não embalou a “ginecológica” canção Clitóris? (ops, meninos, este post hoje está um tanto quanto feminino!)


Agora voltando a conversinha com as meninas sobre o pop papa, ou melhor o - papanicolau. Esta semana fui, pela primeira vez desde que cheguei aqui, visitar o “dotô” justamente para fazer o famoso e tão importante check up anual ginecológico que inclui o valiosíssimo – e pop – papa. Devo dizer que foi, no mínimo curioso. Tudo certinho e nada de novo pois afinal tratava-se do velho conhecido de toda mulher que preze a sua saúde e tão famoso papa (bendita hora que a medicina resolveu usar como base o latim para todos os seus termos médicos! E não é que o papa chama-se papa por aqui também? Não disse que o papa continua sendo pop
?).

Muito já se discutiu sobre médicos no Brasil e médicos por aqui, por isso não estou nem um pouco a fim de cometer a injustiça de comparar o sistema de saúde privado - digno de primeirio mundo que nós enquanto uma elite tínhamos o privilégio de ter acesso no Brasil - com o sistema público de saúde daqui. A blogueira que melhor dissertou sobre o tema, na minha opinião, foi a Alexandra e se você lê em inglês, sugiro o texto que é, na verdade, a minha opinião sobre o assunto.


Mas voltando à celebridade Papanicolau, confesso que eu estava me sentindo incomodada de ainda não ter ido ao médico por aqui (mesmo que fosse para um check up) ainda e , principalmente, de ter que deixar de lado uma relação de mais de 8 anos com o meu ginecologista lá do Brasil (o Dr. Marcio Jordão é um dos melhores profissionais que eu conheci e quando fui me despedir dele até brinquei que os profissionais que eu mais sentiria falta no Canadá seriam ele, a minha manicure e a minha faxineira! Devo confessar que hoje isso se confirmou verdadeiro rsr).

Entretanto, aqui foi a terra que eu escolhi para viver, moro aqui e fiz esta escolha. Quando fazemos escolhas, fazemos trocas e devemos nos adaptar a elas. Por isso, fiz questão de registrar este momento por aqui. Quebrei mais uma barreira psicológica de imigrante recém-chegado (aquele que está aqui há menos de 3 anos) e devo dizer que estou bem mais tranquila agora que fiz o meu check up ginecológico anual, gostei do médico (formado na universidade de Ottawa e indicação da minha vizinha Liliane. Lili, boa indicação viu?) e claro, constatei que o papa continua sendo pop!


Ao sair da clínica não pude deixar de observar o grande aviso que dizia “Não aceitamos mais pacientes que não falem INGLÊS!” . Pensei comigo, este país é uma loucura mesmo. Um médico Canadense, formado na Universidade de Ottawa, no exercício de sua função, em seu país onde o idioma oficial é o inglês (no caso da províncea de Ontario), precisar colocar este tipo de anuncio!

No mínimo curioso e retrato de um país formado por imigrantes. Agora se você é mulher, brasileira, e chegou aqui com o inglês fluente não se preocupe que a consulta segue bem feitinha, direto ao ponto, o médico é bom, “limpinho”, você apresenta o seu OHIP (o cartão de saúde pública Canadense) entra, faz o que tem que ser feito e sai sem gastar um tostão (claro que pagamos nos impostos).

Devo confessar que nesta hora me senti cidadã de verdade e feliz em saber que o papa continua pop!

7.3.08

Colunista do Brasil News

Estreou esta semana - no jornal voltado à comunidade Brasileira Brasil News - a minha coluna "Saving Money" que - quinzenalmente - vai dar dicas de como viajar mais barato, resenhas de filmes e entretenimento em geral. E tudo isso sempre com o foco em economizar, ou seja, fazer mais com menos. Coisa que todo imigrante vira especialista e nem por isso deixa de curtir as coisas boas da vida.

O primeiro artigo traz a primeira parte das dicas econômicas do roteiro da região de Muskoka onde estive no último feriado de fevereiro. Espero que os leitores do Brasil News e do Era gostem e tirem bom proveito de todas as dicas!

Boa leitura e bom fim de semana à todos!

4.3.08

Chamem os Paramédicos

Queimadura, afogamento, crise de asma, choque anafilático, sangramento de nariz, fratura, hipotermia, angina, ataque do coração, epilepsia, diabetes, pressão alta... e o pulso ainda pulsa! Calma gente, não estou “compondo” a versão 2008 de O Pulso cantada na voz do eterno poeta Arnaldo Antunes não!

Todos estes assuntos e muito mais foram abordados no curso de dois dias - ministrado pelo EMS (Emergency Medical Services) de Toronto - que eu acabei de fazer para me tornar apta à prestar os primeiros socorros, além de fazer todo o procedimento de ressuscitação em bebês, crianças e adultos. Você tem criança em casa, trabalha com crianças ou nenhuma das anteriores? Recomendo este conhecimento mesmo assim.

Simulação de cenários de emergência, “bonecos” adultos para ressuscitar, “bonecos” bebês que acabaram de se afogar e estão ficando sem respiração para ressuscitar, curativos para fazer e ataduras foram apenas um dos muitos exercícios práticos deste EXCELENTE curso que eu fiz e recomendo à todos. O que, à princípio soa como algo banal, na realidade acaba sendo um ato de amor pois 80% dos casos em que você vai aplicar as técnicas de primeiros socorros será com familiares e amigos, 15% em colegas de trabalho e 5% em estranhos na rua. Sim, aqueles que você mais ama serão os maiores beneficiados do seu conhecimento.

Na realidade, eu sempre achei que este é o tipo de conhecimento que todos deveríamos ter. Claro que, em uma situação real, nem todos nós estaremos aptos a de fato agir na real velocidade e ao mesmo tempo com a frieza que a emergência exige. Entretanto, se todos tivessem ao menos o conhecimento vocês concordam que aumentaria o número de pessoas que sequer sabem que poderiam agir e acabariam, em momentos decisivos, se tornando a diferença entre a vida e a morte para outra pessoa?

Sempre achei isso e - ironia do destino – só estou hoje aqui contando tudo para vocês neste blog porque um anjo (né Vitor? Querido, este post é em sua homenagem. Acho que estarei velhinha gagá e ainda me lembrando de como você salvou a minha vida) estava na hora certa, no lugar certo, tomou o controle da situação e- mais importante – sabia o que fazer corretamente, enquanto eu seriamente me afogava com um "estúpido" pedacinho de carne do estrogonofe (passei mais de um ano sem conseguir comer estrogonofe novamente).

Vitor, após terminar este curso eu aprendi que o tipo de afogamento que eu sofri foi o mais severo e não tivesse você literalmente iniciado os procedimentos de primeiros socorros, em no máximo 4 minutos, eu entraria em estado de choque e até chegar à um hospital era morte cerebral na certa. Claro que não pude deixar de lembrar de você o tempo todo quando fazia os exercícios (aqueles mesmos que você utilizou em mim) nos manequins adultos e bebês. Só para constar, o Vitor é o namorado gracinha da minha prima que estava em um almoço familiar - ou seja - o meu caso caiu nos 80%


Voltando ao curso, até o desfibrilador (que aqui em Toronto fica nas caixas brancas em eventos e locais com acesso ao público) eu aprendi a acionar em caso de emergência. Se bem que um FIRST AIDER (é isso que eu sou agora) aqui em Toronto nem sempre precisa chegar aos finalmentes dos primeiros scorros dependendo do caso, pois o tempo de resposta dos PARAMEDICS (você que está vindo para Toronto e tem habilidades nesta área, taí uma excelente dica de profissão por aqui muito valorizada e bem paga) é o mais rápido da América do Norte – em 8 minutos eles estão em cena.

Quer entender a importância do FIRST AIDER (que pode ser você) ? Em caso de choque (falta de oxigênio no cérebro por conta de uma batida, ataque, afogamento, etc) 4 minutos é o tempo máximo que alguém sobrevive e os PARAMEDICS chegam em cena em 8 minutos (expecional tempo considerando uma cidade grande como Toronto.) . Agora faça a matemática. Muitas vidas são salvas e o trabalho mais profissional dos paramédicos só pode ser realizado com sucesso porque antes um FIRST AIDER agiu corretamente na cena do acidente.


E aí ? Pronto para obter ao menos o conhecimento e ajudar a aumentar a amostra daqueles que vão conseguir de fato agir em uma emergência? Como diz a abertura do livro teórico do curso – “Melhor saber primeiros socorros e nunca precisar utilizar ao invés de precisar e não saber”.


Eu recomendo muito o curso, além do que você também vai perceber como há muita desinformação e mitos em torno dos primeiros socorros e que muitos deles são universais do tipo : pasta de dente em queimadura (ARGH@) , manteiga e por aí vai... E você, conhece algum absurdo da sabedoria popular quando alguma coisa sai errado?

27.2.08

NBA - onde a emoção acontece!





Não pude acreditar quando cheguei bem pertinho dos meus ídolos – os jogadores do Toronto Raptors – e assisti pela primeira vez ao jogo da NBA ao vivo!! Eu não pude me conter! Ainda bem que o marido já me conhece muito e está acostumado com tanta empolgação quando eu chego perto dos meus ídolos. Principalmente quando o assunto é esporte.

Eu “babo” mesmo em atletas profissionais independente do esporte, acho a profissão mais linda do mundo você poder se dar ao luxo de ser o melhor no que você faz, se divertir, amar o esporte, ser pago para isso e ainda por cima o seu “trabalho” fazer bem para a sua saúde! Não, tudo de bom!


Claro que esta fórmula mágica é para poucos e ainda bem que é assim. Não fosse assim não teríamos tido o privilégio de termos ídolos como Ayrton Senna, Ronaldinho, Guga (chorei com ele ao ver sua despedida das quadras há algumas semanas), Pelé, Oscar, Hortência, Paula, Bernardinho, Magic Johnson e tantos outros craques profissionais ou não por aí afora.

Aprendi com o meu querido pai, desde pequena, a acompanhar esportes em geral e a apreciar a luta e o empenho dos atletas por um único objetivo: se aperfeiçoar sempre! E nunca mais perdi este saudável hábito de praticar (quando posso e os esportes que me são possíveis praticar rsr) e vibrar com os atletas. A minha paixão pela bola cor de laranja e as duas tabelas também vem de longe.

Na escola (da quinta à oitava série) joguei muito basquete (antes que alguém me pergunte eu sempre fui armadora – aquele jogador mais baixo do time inteiro sabe?) e participei de vários campeonatos regionais. Tudo escolar, nada profissional mas muito gostoso. Depois, na adolescência fui treinar basquete em Sorocaba na escolinha da Minercal – ex time da ex jogadora e craque excepcional de basquete Hortência.


Sabe quando todas as meninas estavam colecionando papel de carta e montando pastas e pastas com centenas de diferentes formas e cores? Então, as minhas pastas continham recortes de jornal que acomapanhavam a carreira da Hortência e da Paula na época de ouro do basquete feminino brasileiro. Sim, aquela época que a TV Bandeirantes (pioneira em transmitir jogos da NBA no Brasil) era o canal do esporte, o Luciano do Vale narrava os jogos de basquete e eu acompanhava todos, inclusive os da NBA por lá. Sim, o tempo passa mas as paixões perduram!

Tudo isso para dizer que acompanhar basquete para mim não é novidade. O marido, que não acompanhava no Brasil, foi contagiado pela minha paixão pois morando em Toronto e tendo um time local que – pela segunda temporada consecutiva - vai muito bem na NBA, fica muito fácil se apaixonar pela liga mais famosa de basquete no mundo todo. Como diz o slogan da própria NBA que é tema da campanha de TV deles que possui inúmeras versões e eu amo todas – "NBA: Where Amazing Happens” (algo como NBA - onde o sensacional/espetacular acontece).

Enfim, acompanhar um jogo destes de pertinho foi emoção pura e após 3 meses de espera (este é o tempo de antecedência em média que você precisa comprar o ingresso na temporada se quiser assistir a algum jogo pois é uma loucura, todos os jogos são lotados. Há torcedor (mais abastado é claro) que compra o pacote para assistir a todos os jogos. Para mim, que já realizei um grande sonho de assistir a um jogo ao vivo, agora sigo a temporada vendo os outros pela NBA-Raptors TV (sim, aqui só passa NBA e nós incluímos este canal no pacote de casa) e acompanhando o Raptors chegarem aos play offs.

Go Raptors Go!

22.2.08

Radicalizando o feriado da Família

Segunda que passou foi feriado aqui em Ontario e fomos radicalizar um pouquinho. Foi também a minha estréia, não apenas em uma estação de ski Canadense mas principalmente no Snowboard. O marido, que já havia tido a oportunidade de esquiar por aqui por conta de eventos da empresa, vivia repetindo que eu precisava ir pelo menos uma vez antes de acabar nosso segundo inverno por aqui. Demorei mas comecei radicalizando!

Desde que chegamos, em setembro de 2006, venho dizendo que o dia que fosse estrear em uma estação de esqui começaria logo pelo snowboard. Coisa de infância, a moleca que nunca deixa de existir dentro de mim. Desde criança sempre quis ser skatista, surfista, estes “istas” que tem uma prancha nos pés e saem voando por aí. Claro que nunca fui nada disso pois sempre ouvia “isso é coisa de menino”, "é perigoso” para o skate, já o surf foi falta de ter morado em cidade litorânea mesmo. Então, o negócio foi ficar vendo pela TV todos os X Games da vida e “babar” no povo voando baixo com suas pranchas.

Pois bem, o tempo passou, já não tenho mais 15 anos e justamente por isso jamais sairei voando como aqueles que sempre praticaram desde pequenos. Entretanto, como nunca é tarde para ao menos sentir o gostinho das coisas nesta vida e dar os primeiros passos, lá fui eu realizar um sonho – me introduzir no mundo dos “istas”, no caso snowboardistas. Dois joelhos roxos, o corpo todo dolorido e muitos (mas muitos mesmo!) tombos depois, estou feliz da vida e posso dizer que o meu esporte preferido na neve é o snowboard. Claro que tive apenas uma aula introdutória - para iniciantes com duas horas de duração - e que ainda tenho muuuuito o que praticar e cair para começar a curtir de verdade o esporte, mas para quem esperou tantos anos por isso, aquelas duas horas ladeira abaixo pareciam um sonho! Isso mesmo ladeira abaixo.

Quando me matriculei no pacote de iniciantes pensei , vamos ficar treinando aqui embaixo na pista dos iniciantes (a mais baixinha) não é mesmo? Ledo engano, ficamos 10 minutos embaixo só para conhecer melhor o novo brinquedinho e aprendar a se locomover sem tirar aquilo dos pés. Eis que a dedicada instrutora – que fazia tudo parecer tão fácil mas é claro que não é! – vira com a cara mais lavada e diz “Agora vamos aprender a subir e descer do lift (as cadeirinhas que nos levam para o topo da montanha).

Até aí pensei, vamos apenas treinar isso. Eis que me dou conta que realmente escolhi o esporte mais radical da neve como lembrou a professora logo na introdução e por qual motivo ficaria o esporte mais radical no baixinho mesmo que fosse na primeira aula? Subir na cadeirinha foi tranquilo e o negócio não parava mais de subir e eu não parava de brincar com a professora “mas você tem certeza de que eu não entrei na aula errada? Estaria eu mesma na aula de iniciantes?” O que mais me preocupava naquele caminho todo era que tudo que sobe tem que descer não é mesmo? Bem, mas eu estava curtindo tanto aquilo tudo que nem me dei conta que teria que descer aquilo tudo com a prancha nos pés, ou seja, sinônimo de muitos capotes e o primeiro foi o mais espetacular de todos, logo ao descer da cadeirinha com a prancha nos pés e o chão rodando .. Claro !

A experiente professora já ia logo nos avisando (estávamos em 5 iniciantes na cadeira) que não havia problema se caíssemos e que era só não levantar a cabeça (pois as cadeirinhas continuariam passando por cima ) e ela logo pederia para reduzir a velocidade e coisa tal.. Seria ela uma vidente antecipando tudo?

Lá fui eu para o chão, levantei-me e o que vejo? Uma longa e alta ladeira aos meus pés... Pois sim, todas as duas horas de aula “iniciante” foram divididas em descer tudo aquilo, o que no caso de iniciantes significa cair e levantar tudo aquilo. A “profe” dividiu a montanha em 4 trechos onde treinamos fundamentos básicos como: uma vez no chão girar o corpo para mudar a direção, levantar sem tirar aquilo dos pés (Senhor Jesus, aja fôlego e força nos braços), virar aplicando pressão na perna para o lado que se quer ir (fácil apenas na teoria), descer de costas (sim, e por incrível que pareça foi a maneira que eu me senti mais confortável e consegui deslizar por mais tempo em cima da prancha sem cair), de frente (aí já complica um pouco mais ), de lado, brecar (báasico) .. enfim .. de tudo quanto foi jeito!

E tudo com o maior profissionalismo, a profe mostrava e nos acompanhava de perto, afinal o grupo era de apenas 5 pessoas e, em muitos momentos, a Brasileira mais atrasadinha (sim porque uma coisa é iniciante Brasileira que passou dos 30 e outra totalmente diferente é iniciante Canadense de 15 anos) ficou com uma profe particular que até me puxar pelas mãos me puxou quando fosse preciso para me dar o primeiro “embalo”.

Ao chegar no final de todo o trajeto parecia que havia passado um trator por cima de mim de tão cansada , dolorida mas muito feliz e realizada que eu estava. Por este inverno já foi a minha cota, até porque estes esportes não saem nada baratinho e o inverno está acabando. E por falar em preço, esta foi outra maravilha de eu ter ido fazer a minha estréia na segunda feira do Family day (o feriado). O marido esquiou , eu “snowbordei” com direito à aula e tudo durante todo o dia pela impressionante quantia de $50!!!

Sim, quando pagamos logo na entrada e a moça entregou a fatura do cartão, o Mauricio ficou sem ação, paralizou. E eu logo fui dizendo "mas moça há algo errado" (claro, pois o preço para os dois seria $100 no mínimo, só o pacote do Snowboard era $60) e ela com a maior naturalidade dizia "não o senhor só precisa assinar" e eu "mas como assim, está faltando o outro pacote". E ela “ é porque hoje é Family Day!” . Bendito dia da Família pensamos nós e fomos felizes da vida esquiar e “snowbordar”.

Taí a dica, no Family Day do ano que vem no - Snow Valley Ski Station em Barrie - dois pagam o preço de um! E assim fechamos o feriado radical felizes da vida, sim porque a parada na estação de esqui foi apenas o último dia do nosso feriado que começou com as trilhas básicas na neve pelas maravilhosas paisagens de neve do Algonquin Park (vejam alguns lances nas fotos abaixo). Os nossos companheiros de aventura da Keep Going – que já estiveram no parque no outono – garantem que a paisagem é tão bela quanto e eu não dúvido!

Aquilo é parque para visitar em todas as estações do ano e vivenciar paisagens completamente diferentes. Aliás, isso é o que eu mais amo de morar acima da linha do Equador. E esta foi mais uma sensacional e divertida aventura “low budget” realizada pela Keep Going! Até o esqui (atividade definitivamente nada de baixo custo) e que não estava no programa de sair baratinho acabou saindo! E que venha a temporada de inverno de 2009 e outro family day para esquiar pela metade do preço!


10.2.08

515 dias sem ele...

Você não fica em frente à TV sem ele, vibra com as emoções do jogo, chora com o romance do filme, se esparrama nele, namora, bate-papo com a vizinha, se aconchega e se, como eu, é um amante de filmes, passa muitas horas de lazer junto dele.

Tem o macio, o não tão comfortável assim, o de couro, de microfibra, preto, vermelho, marrom e por aí vai. Tem para todos os gostos e bolsos, os tamanhos e formatos variam mas ele está sempre lá, presente em todos os lares independente de classe social, raça e credo. Não conhece fronteiras, tem no Japão, no Brasil, na China e no Tibet.

Mas espera aí! Estou falando mesmo dele? O sofá? Sim, aquela mobília integrante da sala que eu quase que me esqueci como era bom me elevar alguns centrímetros do solo e comfortavelmente me acomodar nele! Ah claro! Eis que 515 depois, dois colchões de ar furados e muita almofada jogada no chão, ele voltou para as nossas vidas!
Parece detalhe mas quando se chega como chegamos - com duas malas de roupas cada um e o orçamento apertado pois as coisas todas demoram um bocado para se assentar - eis que o tempo vai passando você vai se aprofundando em um mar de coisas para fazer e prioridades para comprar que não se dá conta – ou melhor se dá conta mas a conta não dá - de que o sofá era parte tão importante de sua vida antes de imigrar.

Bem, a vantagem de tamanha espera é que eu caprichei no meu sofá agora que pude eu mesma - com o suor do meu trabalho - terminar finalmente de mobiliar o apartamento que começamos a montar há um ano, ufa! A sensação que tive ao sentar em frente à TV novamente em um sofá foi a de ser uma total alienígena experimentando novos hábitos em um planeta diferente!

É, imigrar faz isso conosco, é um exercício diário de desapego aos bens materiais até que você tenha novamente condições de acesso à coisas tão básicas, simples e aconchegantes novamente como ele – o ilustre Sofá!

31.1.08

Padrão Globo de Qualidade!

Finalmente o marido resolveu ceder ao capricho da esposa noveleira e assinou a Globo Internacional. Não bastasse o ar de casa nova (nos mudamos na terça e já pedimos a inclusão da Globo no mesmo dia), agora também posso assistir às novelas e o que mais quiser, além é claro de vez ou outra ouvir o sonoro “boa noite” do William Bonner e o jornalismo “elegância” da Fátima Bernardes, sem falar na qualidade de reportagem da Narriman Sible e de todo o time de excelentes jornalistas sempre dentro do padrão globo de qualidade.


Foi uma sensação muito boa e estranha ao mesmo tempo quando sintonizei o canal pela primeira vez. Quando imigramos, tiramos literalmente debaixo de nossos pés todo um mundo de referências e com ele a sensação de raiz. Depois de quase um ano e meio sem ver nada da TV Brasileira, estava lá eu – no que eu sempre considerei uma das melhores terapias de final de dia - dizendo como nos “velhos tempos” que estava na hora da minha novela. Eita sensação boa aquela depois de tanta instabilidade, mudança, pressão, preocupações e todo o repertório incluído no pacote "imigrante"!

Além de voltar a ver bons atores, autores e produtores em ação no que vem a ser a melhor teledramaturgia do mundo, de vez em quando mato a vontade de assistir a um dos melhores padrões de jornalismo do mundo. Não aguentava mais ver repórter fantasiado para cobrir matérias “temáticas”, moça do tempo que grava passagem usando óculos escuros, improvisa demais, cabelo que cai na cara, e por aí vai, padrão de qualidade zero.

Aí vocês vão dizer, mas Paula há a rede Canadense CBC, a Britânica BBC e a Norte-Americana CNN que fazem um bom jornalismo. Ok, vá lá, mas mesmo estas mais “sérias” não apresentam as matérias com a mesma qualidade e o próprio enfoque que dão não é o mesmo (estou falando das matérias de mundo passíveis de comparação). Ok, a minha eterna alma de jornalista e o fato de ter convivido a vida inteira com a imprensa Brasileira e gostar muito de comparar técnicas de reportagem fazem com que eu seja um pouco mais “cri-cri” com isso.

Independente de qualquer coisa, o fato é que agora vou poder saciar a minha vontade de novelinha para desestressar do dia a dia (Desejo Proibido é deliciosa e logo se vê a marca do bom humoer e qualidade de roteiro do Walter Negrão), ouvir o Boa noite do William Bonner quando quiser e de quebra não me sentir um “Alien” total quando for visitar o Brasil!

Agora já viu a briga que vai ser aqui em casa para ficar em frente à TV no horário nobre! Já tive até que jurar que, em dia de jogo do Raptors pela NBA, não assisto a novela. Ah marido, esta foi fácil, o Toronto Raptors se tornou a minha paixão Canadense desde que eu desisti de tentar gostar de Hoquei por não conseguir enxergar nada de esportivo no “teatrinho” de brigas em torno do esporte Canadense. Agora deixa eu ir que está na hora da minha novela!





25.1.08

Com a casa de pernas para o ar

Fiquem tranquilos que eu não abandonei o blog não e dezenas de posts já estão todos prontos em minha mente - sobre as muitas reflexões que tenho feito nas últimas semanas em torno das dificuldades que estão todas incluídas no pacote imigração - voltarão à tona assim que o furacão terminar de passar!

Já estávamos com tudo acertado para a mudança de apartamento no sábado dia 2 de fevereiro e eis que o "belezura" do proprietário do apartamente em que estamos agora resolve que teremos que sair antes do dia 31 de janeiro mais conhecido como semana que vem.

Resultado, a mudança vai acontecer na terça que vem. Eu mal consigo achar o chão do apartamento de tanta caixa espalhada pelo meio do caminho e vamos em frente que atrás vem gente.
Assim que a poeira baixar um pouquinho novamente volto a refletir por aqui pois assunto é o que não falta e eu morro de saudades de poder registrá-los aqui.




Inté...

6.1.08

A segunda virada de ano no Canadá

As imagens falam mais do que mil palavras! Kati, Peter, Lou, Don, Jeff, Renan, Gabriel e marido vocês são tudo de bom e este foi mais um momento inesquecível e maravilhoso passado juntos!

Se depender da maneira como entramos 2008, tenho certeza que cada um de nós terá muito o que celebrar até a próxima virada!

Obrigada queridos! Já dizia uma outra grande e muito especial amiga: "Quem tem amigo não morre pagão!" (Caldeirinha, esta foi uma homenagem à você, saudades!)


31.12.07

Crônica de Ano Novo ou de Ano Velho (como preferir!)

2007 vai ficar marcado em minhas entranhas como o ano do PERTENCER. Ligado anteriormente apenas à possessões materiais e até mesmo à equivocados e irreais sentimentos de posse, repenso o PERTENCER que - ao fechar deste primeiro ano completo em terras estrangeiras – carrega uma outra dimensão de significados quando busco PERTENCER.

Nunca antes entendi tão de perto este estado PERTENCER. Aí vocês vão pensar “claro que sim Paula, em alguns momentos de sua vida você viveu o PERTENCER. Lembra quando desejou fazer parte do clube das meninas mais populares do colégio, da fanfarra da escola para tocar no 7 de Setembro, do grupo de moleques que “voava” em seus skates sem nem mesmo se preocupar com o próximo esfolar de joelhos?”. Verdade, lhes respondo. Sim, já senti o PERTENCER antes, inclusive com a implícita prerrogativa do “Não” embutido na condição de PERTENCER o que – em tese – deveria ter sido ainda mais difícil de carregar.

Olhando para trás não me parece que estes momentos “PERTENCER” tenham sido tão significativos quanto o PERTENCER do agora enquanto estrangeiros na terra de outrém. Caso contrário, certamente teriam eles deixado marcas profundas em mim. Alguem aí pode me explicar porque tudo que acontece de ruim ou forte (se assim o preferir) em nossa infância carregamos conosco sempre? Daí eu levar tão à sério o que falo perto de uma criança e como ajo ao seu redor.

Enfim, voltando à vida adulta que não me deixa parar de tentar entender o motivo pelo qual este PERTENCER de agora enquanto imigrante é algo tão mais forte! Já dizia o sábio e bom vernáculo da língua portuguesa que quem PERTENCE, pertence à algo ou à alguém. Daí a minha inquietação!

Aí viriam vocês novamente dizer “mas Paula, você pertence ao seu universo, ao seu país, à sua cidade, bairro, conjunto de regras, etc e tal” e eu vos replico “não, tudo isso ficou para trás, PERTENCIA ao que antes virou hoje. Ao não imigrante que virou imigrante, ao singular que virou plural, ao “preto e branco” que virou uma infinidade de cores se misturando em uma profusão de sensações, tatos e fatos.

Então PERTENCER à que? E quando o PERTENCER não mais basta e você chega a conclusão que o que foi não mais será e o que é ainda pode, quem sabe um dia vir a ser PERTENCIDO por alguém ou por algo?

Somos imigrantes enquanto procuramos PERTENCER, mas pertencer à o que exatamente? À um País? À um conjunto de valores? Normas e condutas? À uma cidade, um bairro? Silêncio...

PERTENCE quem busca, almeja, alcança e volta a buscar, almejar e alcançar. Acho que é isso! Hoje, no último dia do ano estive fazendo uma retrospectiva do ano que se vai -mais conhecido como 2007 - e não pude evitar de chegar à seguinte conclusão: ao chegarmos em Toronto dia 14 de setembro de 2006, atingimos uma meta previamente planejada e que PERTENCIA aos nossos sonhos. Continuando a linha de raciocíncio, surge o corolário de que fizemos muito (mas muito mesmo, coisas antes inpensáveis!) e conquistamos muito no ano que passou.

Conquistamos à duríssimas “penas” e não raras vezes com fortes emoções e desgastes emocionais envolvidos mas conseguimos muito. Eis que nos encontramos hoje aqui morando muito bem, ambos empregados em seus ramos de atuação e com saúde graças a Deus. E somos muito gratos à tudo e sabemos bem agradecer à cada nascer do dia!

Mas aí vem a natureza do ser humano – ao menos eu sou assim – e me obriga a ter um diálogo comigo mesma “Ninguém melhor do que eu sabe a luta que foi para conseguir tudo que somos e temos hoje além do exato tamanho das dificuldades enfrentadas para conseguir algo. Entretanto, eu acabo o meu ano me perguntando, uma vez conseguido tudo isso e agora 2008?”

Na condição de estrangeiros em terra de outrém, continuamos a busca – que por muitas vezes parece infindável – por PERTENCER e mais importante ainda PERTENCER como e à que? Não há dúvidas de que o nascer de um novo ano nos dá o gás e o fôlego suficientes para prosseguirmos PERTENCENDO sem jamais perder de vista o que nos foi cabido PERTENCER!

2008 aqui vamos nós na busca incessante por PERTENCER e buscar e seguir...

Um equilibrado ano novo para todos que me lêem, sim equilibrado, pois não há nada neste mundo que não carregue consigo as duas faces da moeda, o positivo e o negativo, o bom e o ruim, o belo e o feio, a saúde e a doença, o riso e o choro, a lua e o sol, a vida por fim!

*PS – O Ministério da Saúde do Intelecto Não recomenda tentar isso em casa. Refletir sobre a condição humana pode causar sérios danos às sinapses cerebrais! (Não custa nada avisar àqueles que ainda não cultuam o hábito da reflexão e se você é um caso perdido como o meu, bem vindo ao clube:)

23.12.07

O segundo Natal no Canadá

Graças aos queridos Katiane e Peter que gentilmente cederem o aconchego de seu lar e corações, pudemos realizar ontem - sábado 23 de Dezembro - a nossa ceia "antecipada" de Natal. Desta maneira aqueles que - como os anfitriões possuem família aqui no Canadá - poderão passar a noite de natal com seus familiares e nós pudemos ter o nosso momento de aconchego e "cheiro" de natal no ar mesmo estando longe dos queridos que ficaram no Brasil!

O momento auge da nossa ceia foi a entrada triunfante do Papai Noel - conhecido por aqui como Santa Claus - pois ninguém esperava que o tão ocupado bom velhinho fosse aparecer por lá! E este "Santa" eu posso garantir que era o verdadeiro, Canadense e habitante do Polo Norte, o Papai Noel mais verdadeiro que já tivemos. E para completar a magia do Natal a linda Sofia estava lá - sim porque Natal sem criança não é Natal.

Queridos Katiane e Peter, este post é uma homenagem à vocês donos de corações do tamanho do mundo e merecedores de tudo de melhor! Disse ontem e repito publicamente aqui que Deus abençoe vocês e que nunca falte nada neste ambiente lindo que é o lar de vocês. Um Feliz Natal e obrigada por tudo queridos!

Aproveito a ocasião para desejar à todos que me lêem os meus mais sinceros votos de paz de espírito e um Feliz Natal! Alguns lances do nosso segundo Natal no Canadá. Quem sabe no próximo ano conseguimos ir para o Brasil, enquanto isso vamos vivendo o melhor daqui, as pessoas especiais como a Kati e o Peter que tem cruzado o nosso caminho desde que aqui chegamos.




16.12.07

A maior tempestade de neve dos últimos dez anos!

E lá fomos nós hoje - domingo 16 de dezembro de 2007 - caminhar pela vizinhança em meio à maior tempestade de neve que já caiu nos últimos dez anos aqui no Canadá!

Eu não poderia deixar de dividir as imagens impressionantes. E nós que pensamos ter visto neve no último inverno. Que nada! Isso sim foi uma tempestade de respeito! E agora entendo muito bem quando as minhas queridas colegas Canadenses de sala de aula me diziam que eu ainda não havia visto nada! Agora sim, podemos dizer que vimos uma real tempestade de neve. Confiram as imagens e para as legendas é só deixar o cursor sobre a imagem.

Finalmente terei o meu tão sonhado aniversário e natal brancos! Alguém tem alguma dúvida?



15.12.07

33 anos de vida!

Enquanto todos celebram o início de um novo ciclo no mundialmente famoso Primeiro de Janeiro, eu começo mesmo o meu novo ano um pouco antes. Renasço a cada ano no dia 17 de dezembro - mais conhecido como meu aniversário - ou o dia em que minha querida mãe foi para a maternidade do Hospital Samaritano em Sorocaba dar à luz.

O segundo aniversário fora do País de origem e das minhas raízes – será que as tenho ou tive um dia? (quem sabe no meu aniversário de 43 anos eu consiga responder estas e mais outras questões que tenho feito para mim mesma) – vem cheio de significados para mim.

Sempre gostei muito e vou continuar gostando de fazer aniversário por este turbilhão de reflexão e renovação de mim mesma que a cada ano que passa acontece. Não há dúvidas de que a experiência profunda e emocionalmente marcante da imigração ajuda a acentuar ainda mais este cenário.

Olhar para trás e lembrar de quando eu tinha os meus 20 anos e me projetava para onde estou hoje me deixa ao mesmo tempo orgulhosa de mim mesma, ansiosa e pronta para começar a projetar os meus próximos dez anos! Quem eu quero ser, como quero estar, que valores quero continuar carregando comigo, quais não valem o meu esforço e, mais importante, que estilo de vida quero ter para mim daqui há dez anos?

Para muitas das perguntas que tenho feito no decorrer da minha vida e que sempre me projetaram para onde eu queria chegar – afinal de que adianta você caminhar se não sabe para onde o caminho vai te levar? – eu já tenho respostas. Sim, comecei a agir hoje para determinar como quero estar – e não ser ou ter - aos 43 anos de idade.

A primeira providência que já tomo há uns cinco anos, e que continuo tomando e ficou mais forte ainda com a experiência da imigração - é a de acordar todas as manhãs me lembrando da MORTALIDADE – da minha e dos queridos (à minha volta, distantes, que já se foram e os que ainda virão).

Mortalidade esta que me dá – ao contrário do que quer fazer crer a vã filosofia – um maior prazer em viver cada pequeno momento da vida como um lindo amanhecer de verão, enxergar a beleza das pequenas coisas - principalmente da natureza (seja ela chuva, neve, sol, nuvem, pássaro ou vento)- como algo muito superior a toda a ganância e audácia que o ser humano consegue colocar em prática como uma forma de auto-engano diante de sua propria pequenez e mortalidade.

Faço pequenas coisas hoje – há dois dias antes de completar 33 anos de idade – para que elas me levem onde eu quero estar e como eu quero me sentir daqui há dez anos. Não, nada concreto como cidade, País ou até mesmo endereços que estarei. Entretanto, algo que me leve ao estado de espírito que quero preservar - independente do passar dos anos.

Sim, estou falando de equilibrio, paz, coerência de atitude com discurso , zelo com as palavras e plenitude do ser! O melhor de tudo é perceber que a cada aniversário que passa se separa dentro de mim o EU sou do EU não sou.

Feliz Aniversário para mim e que os primeiros dias dos meus próximos dez anos sejam dignamente sentidos e me tornem um ser humano melhor a cada dia. Senão, de que vale a nossa breve, passageira e mortal existência ?

Um Maravilhoso fim de semana à todos!

9.12.07

Com a casa nas costas... de novo!

Há duas semanas que não faço outra coisa senão lembrar da minha querida sogra que dizia sempre ter a "casa nas costas" mencionando o fato de que estava sempre preparada para as várias mudanças que por ventura acontecessem na vida dela. Não sem motivos me lembrava da sogrinha.

Agora em dezembro acabou o contrato de um ano de aluguel que assinamos ao entrarmos com apenas 4 malas em nosso primeiro cantinho em Toronto. Ao tentarmos prolongá-lo por mais um ano, eis que o proprietário resolve vender o imóvel. E lá vamos nós de novo.

Sei que isso é perfeitamente normal, tanto que já aconteceu com vários dos nossos vizinhos por aqui. Entretanto, como passamos por tantas mudanças desde que chegamos, a sensação de passarmos por intermináveis etapas antes de nos aquietarmos não é das mais agradáveis. Desta forma, vamos à lei do mínimo esforço - estamos trabalhando para nos mudarmos dentro do mesmo prédio ou no máximo atravessar a rua para os prédios vizinhos.

Já temos alguns apartamentos em mente e na terça-feira vamos nos encontrar com a nossa corretora para quem sabe fecharmos algo por aqui mesmo na vizinhança (North York) e se tudo der certo nesta semana mesmo já sabemos para onde vamos pois precisaremos mudar até no máximo em janeiro.

No que depender de mim, já passaremos o natal em novo cantinho. Aliás, Natal? O que é isso? Eu mal estou me dando conta de que uma semana antes do natal - mais conhecida como semana que vem - será o meu aniversário! Tudo que eu quero neste momento é me aquietar. E lá vamos nós desmontar a casa, colocá-la literalmente nas costas, atravessar a rua (na pior das hipóteses) e montar o segundo cantinho no Canadá.

Fazendo umas continhas básicas, no Brasil eu já havia encarado 6 mudanças em 12 anos - o que a boa matemática diz que dá 1 mudança a cada 2 anos da minha vida. Tudo bem que o intuito é trabalhar para que esta média caia e nós nos assentemos, mas parece que o estado constante de "casa nas costas" é algo que ainda vai durar mais um pouco em minha vida! Quando vamos diminuir as andanças de um canto para o outro? Como dizia o caboclo - só Deus sabe! Enquanto isso vou colocando em prática a experiência que adquiri em meio à tantas mudanças.

Excelente semana à todos.

2.12.07

Show do Iron Maiden em Toronto aí vamos nós!

Aqui em casa já estamos em contagem regressiva para ver o show do Iron Maiden que vai acontecer dia 16 de março aqui em Toronto.

Graças ao vizinho Wander, fornecedor de carona para o trabalho e também apreciador de um bom metal, claro que já estamos com os ingressos em mãos para ouvir a incofundível voz do Bruce Dickinson ecoar no Air Canada Centre.

O show em Toronto encerrará a primeira etapa da Tour mundial de 2008 após ter já passado por São Paulo e Porto Alegre no Brasil.

Será o primeiro show do Iron Maiden que vamos e por isso estamos contando os dias. Há mais de 6 anos vimos o show do Bruce Dickinson - o que já é digno de nota - em sua carreira solo no Brasil. Isso nos tempos áureos em que eu fazia assessoria de imprensa para as casas de shows no Brasil e tinha o privilégio de ver todos estes shows de graça:)


"Your time will come..." E que venha o Iron Maiden!